O que é o "Selo B" conquistado pela Swile e por que ele se tornou o novo padrão de ouro para as empresas brasileiras?
Entenda como a certificação global de impacto social e ambiental eleva o nível de responsabilidade no setor de benefícios e o que isso muda para o mercado brasileiro.
O universo corporativo brasileiro presencia uma mudança significativa na forma como grandes players medem seu sucesso. Recentemente, a Swile alcançou um marco estratégico ao entrar para a comunidade B global, um grupo seleto que hoje reúne cerca de 10 mil companhias em mais de 100 países. Esse reconhecimento não é apenas um título protocolar, mas uma validação de que a organização atende a padrões rigorosos e verificados de impacto social e ambiental, equilibrando o lucro com o bem-estar coletivo.
Na prática, o selo sinaliza que a empresa não foca exclusivamente em métricas de crescimento financeiro. O modelo de gestão passa a prestar contas sobre como cada decisão afeta diretamente seus trabalhadores, clientes, fornecedores e o ecossistema ao redor. Esse processo de certificação exige uma verificação profunda do desempenho ESG (ambiental, social e de governança), além de estabelecer um compromisso de evolução constante.
A evolução das práticas de gestão sustentável
Para a liderança da companhia, o caminho até aqui serviu como uma bússola para a cultura organizacional. "Ao longo dos últimos anos, a certificação B tem sido um verdadeiro norte para a Swile, orientando a estruturação do nosso roadmap e incorporando a performance ambiental e social em todos os níveis da empresa. Mais do que uma certificação, ela tem sido um princípio orientador que influencia a forma como crescemos", afirma Stéphanie Leblanc, diretora de sustentabilidade da marca.
Utilizando o B Impact Assessment como base para melhorias internas, a operação brasileira fortaleceu o relacionamento com fornecedores e integrou o compromisso com os stakeholders diretamente em seu estatuto. No Brasil, o movimento tem ganhado tração rapidamente. Desde 2020, o país registrou um aumento de 74% no número de empresas certificadas, somando mais de 340 organizações, incluindo nomes de peso como Natura, Danone e Cia. Hering.
Inovação ambiental e logística reversa no setor
A agenda climática também ganhou novos contornos com a adoção de práticas operacionais mais responsáveis. Um dos destaques é o programa de logística reversa implementado para os cartões de benefícios. Produzidos com material 100% reciclável, esses itens agora possuem um ciclo de vida planejado, onde o plástico descartado é transformado em novos produtos, reduzindo o impacto de resíduos no meio ambiente.
Essa transparência é um diferencial competitivo essencial no cenário atual, onde a escolha do parceiro de negócios passa pelo crivo da ética. "Empresas e clientes estão mais exigentes com o impacto dos seus fornecedores em toda a cadeia. O selo B é uma referência robusta porque se apoia em uma avaliação reconhecida globalmente e sinaliza altos padrões de responsabilidade social e ambiental, fatores cada mais demandados por nossos clientes", explica Gabriela Crego, CSR e líder do time de ESG da empresa no Brasil.
O equilíbrio entre crescimento e responsabilidade social
O setor de benefícios corporativos vive um momento de expansão, e a conquista da certificação ocorre simultaneamente a marcos operacionais importantes, como a marca de 1 milhão de usuários. Para a gestão local, esses indicadores provam que a eficiência comercial e o propósito social podem, e devem, caminhar juntos.
"Em um ano importante para a Swile, marcado pelo alcance de 1 milhão de usuários e crescimento consistência da empresa, também conquistamos a certificação B, demonstrando na prática que desempenho de negócio e impacto positivo não são opostos, mas sim impulsionadores um do outro", comenta Julio Brito, General Manager da operação no Brasil. Com esse passo, a organização reafirma sua posição em um mercado que valoriza cada vez mais a integridade e a sustentabilidade como pilares de longevidade.
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