Chen Ning Yang, ganhador de Nobel, morre aos 103 anos
Pesquisador sino-americano, reconhecido por seu trabalho em simetrias e partículas elementares, faleceu devido a uma doença; a descoberta da violação da paridade lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física em 1957
O físico Chen Ning Yang, laureado com o Prêmio Nobel de Física em 1957, faleceu em Pequim neste sábado (18) aos 103 anos de idade. A notícia foi confirmada pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Yang, um dos físicos mais renomados do cenário global e detentor da nacionalidade sino-americana, morreu em decorrência de uma doença, conforme a Xinhua, que não forneceu detalhes adicionais sobre as causas.
Nascido em 1922, na cidade de Hefei, localizada na província de Anhui, no leste da China, Chen Ning Yang concentrou suas pesquisas em áreas como a mecânica estatística e os princípios de simetria aplicados à física de partículas elementares.
O trabalho que o tornou notório e de grande influência mundial foi a descoberta da violação da paridade na interação fraca. Esta descoberta representou um desafio a uma premissa estabelecida da física sobre as simetrias presentes na natureza, e abriu novas possibilidades para o estudo das partículas elementares. Este feito científico resultou na concessão do Prêmio Nobel de Física em 1957, honraria que ele dividiu com Tsung Dao Lee. A premiação solidificou a reputação de Yang como um dos cientistas mais importantes de sua geração.
Além disso, o físico foi coautor da teoria de gauge Yang-Mills, um conceito fundamental que se consolidou como um pilar central na base do estudo da física de partículas subatômicas. Esta teoria contribuiu de maneira decisiva para a compreensão do universo em seu nível subatômico.
Ao longo de sua vida, Yang se estabeleceu como uma das figuras mais relevantes e influentes na física do século XX. Sua importância é comparada a nomes históricos da ciência, como Albert Einstein, conhecido pela Teoria da Relatividade, e Enrico Fermi, responsável pelo desenvolvimento do primeiro reator nuclear.