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É falso que André Mendonça tenha sofrido atentado em razão de atuação no caso Master

VÍDEO DESINFORMATIVO TAMBÉM DIZ QUE EDSON FACHIN TERIA ANULADO INVESTIGAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL SOBRE O ESCÂNDALO, MAS PROCESSO SEGUE TRAMITANDO NO STF

26 fev 2026 - 14h27
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O que estão compartilhando: que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria sofrido um atentado e, diante de recorrentes ameaças de morte, passado a usar colete à prova de bala e reforçado sua equipe de segurança. A origem do suposto ataque seria a atuação de Mendonça no processo de liquidação do Banco Master, do qual é relator no STF.

André Mendonça em foto de outubro de 2025.
André Mendonça em foto de outubro de 2025.
Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. As alegações do vídeo foram refutadas pelo gabinete do ministro. A assessoria dele informou ao Verifica que não houve nenhum atentado contra Mendonça, tampouco mudanças em seu esquema de proteção pessoal. Não há nenhum registro na imprensa de notícias sobre ataques contra o magistrado.

Saiba mais: A postagem analisada alcançou 232 mil curtidas, 19,1 comentários e 60 mil compartilhamentos. Trata-se de um vídeo postado no Facebook, em que uma mulher que se apresenta como "palestrante motivacional" afirma: "Gente, o bicho está pegando. Fachin anula a investigação da Polícia Federal sobre Toffoli e o Banco Master. Aí você pergunta assim: 'Mas e André Mendonça?'. André Mendonça sofreu mais uma tentativa de... (faz um gesto de mão cortando o pescoço, alusivo a assassinato) ele teve que reforçar a segurança. Reforçou colete, os homens, né, que protegem ele, o carro... e está a maior guerra".

O Verifica tentou contato com a responsável pela postagem, mas não teve retorno.

A assessoria do ministro negou que ele tenha sido alvo de ataque ou feito mudanças no seu esquema de proteção: "Não houve atentado. Por razões de segurança, o gabinete do ministro não informa quantitativo, composição ou detalhes das equipes envolvidas".

A relatoria do caso Master no STF foi repassada a Mendonça em 12 de fevereiro, após sorteio entre os integrantes da Corte. A mudança ocorreu em meio a polêmica que envolveu o ministro relator anterior, Dias Toffoli. Segundo apuração da PF, ele manteve conexões suspeitas com o Master e o dono do banco, Daniel Vorcaro.

Fachin não anulou investigações da PF sobre o Master

O vídeo também distorce fatos ao insinuar que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, teria anulado o inquérito da PF sobre Toffoli e o Banco Master. A autora do conteúdo diz: "Fachin não quer deixar que os criminosos sejam punidos porque, naturalmente, faz parte do grupo".

Como informou o Estadão, as investigações sobre o Master seguirão sob a condução do STF por pelo menos mais dois meses. Mendonça deve analisar a presença no inquérito de investigados com direito ao foro privilegiado somente após a PF concluir as apurações.

Na verdade, Fachin determinou o arquivamento da ação que tratava do pedido de suspeição de Toffoli para atuar nas investigações relacionadas ao Master. A decisão, ratificada por outros ministros, considerou que o fato de Toffoli ter deixado a relatoria do caso tornava desnecessária a continuidade do chamado processo de arguição de suspeição.

A PF entregou ao presidente do STF um relatório que mostrava menções a Toffoli em mensagem no celular de Vorcaro, que teve o telefone confiscado ao ser preso, em 18 de novembro de 2025 - ele foi solto no dia 29 e cumpre medidas restritivas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Mendonça já foi alvo de boatos sobre atentado

Esta não é a primeira vez que o nome de Mendonça circula nas redes sociais associado a uma suposta ameaça de morte. Em 2 de setembro de 2025, o Verifica mostrou que era mentira que ele teria escapado de viajar em um avião sabotado.

Naquela época, vídeos afirmavam que antes de entrar na aeronave com um amigo, o magistrado teria recebido uma ligação que o alertou para não embarcar, pois o avião estaria "batizado". O STF afirmou ao Verifica que nenhum episódio semelhante ao narrado havia ocorrido com o magistrado.

O conteúdo checado renova ainda uma teoria da conspiração que passou a circular em 19 de janeiro de 2017, quando o ministro do STF Teori Zavascki, então relator dos processos da Operação Lava Jato, morreu após a queda de um avião em Paraty (RJ). Boatos trataram o caso como assassinato e "queima de arquivo".

Trabalhos conduzidos pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) concluíram que a morte de Zavascki e de mais quatro pessoas foi um acidente e que não houve ato intencional que tenha provocado a queda da aeronave.

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Estadão
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