Catador de lixo viraliza ao expor o que moradores de bairros ricos jogam fora
Jovem transforma busca por objetos no lixo em estilo de vida, com foco em reaproveitamento, sustentabilidade e curiosidade sobre a vida dos ricos
James Graef, conhecido nas redes sociais como Tucker Upper, tem chamado atenção e conquistado uma legião de seguidores ao transformar um hábito incomum em um verdadeiro fenômeno digital: mostrar o que os moradores de áreas mais ricas dos Estados Unidos jogam no lixo. Em seus vídeos, ele registra o momento em que encontra — na calçada, ao lado de lixeiras ou simplesmente abandonados — móveis, eletrodomésticos, itens de decoração e até mesmo roupas e acessórios de grife.
A prática, conhecida nos Estados Unidos como "dumpster diving" (ou "mergulho no lixo", em tradução livre), ganha uma roupagem mais sofisticada nas mãos de Graef. Seu foco está nas ruas de bairros nobres, especialmente em cidades costeiras como Stone Harbor e Avalon, que ficam em Nova Jersey. Essas regiões são conhecidas por abrigar mansões de verão e casas de veraneio de alto padrão. Durante certas épocas do ano, especialmente no final do verão, muitas famílias dessas áreas descartam itens ainda em perfeito estado, seja para renovar a decoração ou simplesmente por não precisarem mais deles.
"É uma caça ao tesouro moderna e a emoção do que pode ser colocado na calçada me faz voltar para mais", disse Tucker em entrevista ao tabloide britânico Daily Mail.
Em seus vídeos, que acumulam milhões de visualizações no TikTok e em outras plataformas, Tucker exibe com empolgação os itens encontrados. Entre os objetos mais valiosos que já encontrou estão uma bicicleta de marca rara, um conjunto completo de tacos de golfe quase novo e até uma cômoda de madeira maciça que parecia recém-comprada. Em outras ocasiões, encontrou tênis de marcas de luxo, roupas com etiqueta, televisores em pleno funcionamento e até livros raros.
Segundo ele, o interesse por esse tipo de busca começou ainda na infância, quando acompanhava o avô em visitas a brechós e feiras de objetos usados. Desde pequeno, foi incentivado a observar o que outras pessoas descartavam e a enxergar valor naquilo que muitos consideravam lixo. Na adolescência, Tucker começou a vender materiais recicláveis e sucata para conseguir uma renda extra. Hoje, além de tornar isso um hobby e uma forma de engajamento com o público, ele também utiliza vários dos objetos que encontra para mobiliar e decorar sua própria casa.
Tucker afirma que o período mais promissor para encontrar "relíquias" é o fim da temporada de verão, quando os donos das casas de praia estão de mudança e aproveitam para se livrar de tudo o que não querem mais levar. "Você nunca sabe, a menos que vá", explica ele, incentivando outras pessoas a tentarem a prática com respeito e responsabilidade.
Mas, para o influenciador, a prática vai além da emoção de encontrar itens valiosos de graça. Ele enxerga sua atividade também como um ato de sustentabilidade. Ao reaproveitar móveis e objetos que iriam parar em aterros sanitários, Tucker acredita que está contribuindo para a redução do desperdício e para um maior senso de consumo consciente. "Recolher coisas que foram jogadas fora é também um ato de consciência ambiental", afirma ele.
Ele também dá dicas para quem quiser começar. Uma das sugestões é ficar atento aos calendários de coleta de lixo especial promovidos pelas prefeituras, datas em que os moradores podem descartar itens grandes como sofás, colchões e eletrodomésticos. Segundo ele, esses dias são as melhores oportunidades para encontrar verdadeiros achados — muitas vezes antes mesmo dos caminhões de coleta passarem.
Mesmo com o sucesso nas redes, Graef continua focado em manter sua missão pessoal de mostrar que é possível encontrar valor naquilo que foi deixado de lado. Seu conteúdo tem inspirado outras pessoas a refletirem sobre consumo, descarte e reaproveitamento, mostrando que, às vezes, o que está no lixo de alguém pode muito bem ser o tesouro de outro.
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