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Caso Vorcaro: Envelope marcado como 'CONGRESSO' é o novo trunfo da PF

As suspeitas da PF ganharam contorno após a quebra do sigilo telefônico de Vorcaro, revelando uma rede de contatos muito mais extensa do que poderia se imaginar

11 mar 2026 - 11h51
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As investigações da Polícia Federal sobre o envelope pardo apreendido na residência de Daniel Vorcaro tornaram-se o novo ponto central da Operação Compliance Zero. O documento, que traz a inscrição manuscrita "Congresso", é peça-chave para desvendar a profundidade das relações do ex-banqueiro com a cúpula do poder político nacional. A apreensão motivou a defesa a solicitar que o caso seja deslocado para o Supremo Tribunal Federal (STF), instância adequada para processar autoridades com foro privilegiado.

PF apreende envelope na casa de Daniel Vorcaro
PF apreende envelope na casa de Daniel Vorcaro
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Perfil Brasil

As suspeitas da PF ganharam contorno após a quebra do sigilo telefônico de Vorcaro, revelando uma rede de contatos muito mais extensa do que se supunha. Mensagens encontradas no aparelho mostram menções diretas a figuras centrais da política, como o senador Ciro Nogueira (PP) e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Além deles, o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) aparece nos autos, assim como referências a "Alexandre Moraes", que os investigadores apuram se trataria de uma alusão ao ministro do STF. Todos os citados negam qualquer irregularidade.

Envelope apreendido com Vorcaro

Um dos pontos mais sensíveis envolve o juiz Ricardo Soares Leite, da Justiça Federal de Brasília, responsável por decretar a prisão de Vorcaro e o afastamento de Paulo Henrique Costa da presidência do banco BRB. No celular do ex-banqueiro, foram encontradas mensagens questionando um interlocutor sobre sua proximidade com o magistrado. O envio dessas mensagens antes da deflagração da operação reforça a tese de que Vorcaro poderia estar recebendo informações antecipadas sobre as ações da Polícia Federal.

O conteúdo do envelope agora é cruzado com dados extraídos de dispositivos móveis para determinar se o termo "Congresso" referia-se a repasses financeiros, tráfico de influência ou articulações ilícitas. Enquanto a defesa insiste na federalização do caso pelo foro privilegiado, a PF trabalha para consolidar provas de uma possível corrupção sistêmica. O caso segue sob sigilo, mas o cerco sobre as conexões entre o sistema financeiro e o Poder Legislativo parece estar se fechando.

Perfil Brasil
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