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Caso Master motiva antecipação de R$ 32,5 bilhões pelo FGC para recompor sistema financeiro

Instituições bancárias depositam cinco anos de contribuições em março para assegurar garantias a credores após liquidação de sete empresas do conglomerado

5 mar 2026 - 18h57
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As instituições financeiras associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) realizarão o depósito antecipado de cinco anos de contribuições no dia 25 de março de 2026. O aporte, que totaliza R$ 32,5 bilhões, foi confirmado pelo FGC em nota oficial nesta quinta-feira (5). A medida tem como objetivo manter a solidez patrimonial da entidade e garantir o cumprimento de obrigações após intervenções do Banco Central (BC) no setor.

Fundo Garantidor de Créditos
Fundo Garantidor de Créditos
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Perfil Brasil

A capitalização do fundo ocorre após o anúncio de liquidações extrajudiciais de sete instituições ligadas ao Caso Master. Segundo dados do g1 fundamentados em relatórios do FGC, o encerramento das atividades dos bancos Master, Will Bank e Pleno deve gerar um desembolso total de R$ 51,8 bilhões em garantias.

Até o momento, o FGC já destinou R$ 38,4 bilhões para o ressarcimento de aproximadamente 675 mil credores (pessoas físicas) do conglomerado Master, que inclui o Banco Master de Investimento e o Letsbank. Para as demais instituições liquidadas, as estimativas de pagamento são:

  • Will Bank: R$ 6,3 bilhões;

  • Banco Pleno: R$ 4,9 bilhões.

O processo de pagamento é realizado via aplicativo oficial, no qual os clientes devem acompanhar as notificações para a evolução do processo de garantia.

O patrimônio do FGC, que superava R$ 140 bilhões antes das liquidações do grupo Master, é mantido por contribuições mensais de 0,01% sobre o saldo de depósitos em CDBs, poupança, LCI e LCA.

Em virtude do aumento da exposição do sistema, o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras de custeio em agosto passado. Instituições classificadas com maior perfil de risco tiveram a taxa elevada para 0,02% e passaram a ser obrigadas a manter uma reserva superior em títulos públicos. A reforma visa ajustar o custo da cobertura à probabilidade de novas liquidações.

O FGC emitiu alertas sobre tentativas de golpe envolvendo a devolução de valores. A entidade reforça que não solicita senhas ou dados pessoais por telefone, SMS ou redes sociais. O ressarcimento não exige a contratação de intermediários e deve ser solicitado exclusivamente pelos canais institucionais oficiais.

Perfil Brasil
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