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Carlos Monforte morre aos 77 anos; relembre a trajetória do âncora

Jornalista teve papel importante na história do telejornalismo brasileiro e comandou programas de grande audiência

31 ago 2026 - 11h55
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Resumo
Pioneiro entre os âncoras da TV brasileira, o jornalista Carlos Monforte morreu aos 77 anos. Com quase quatro décadas no Grupo Globo, ele se consagrou como apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil por nove anos, além de ter sido repórter especial e coordenador da GloboNews em Brasília. Marcado pela sólida atuação na cobertura política, Monforte iniciou a carreira na imprensa escrita e refletiu sobre as transformações da mídia em seu livro publicado em 2022.

O jornalista Carlos Monforte, considerado um dos primeiros âncoras da televisão brasileira, morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos. A informação foi confirmada pela família à 'TV Globo'. A causa da morte, assim como os detalhes do velório e do sepultamento, ainda não foi informada.

Carlos Monforte teve papel importante na história do telejornalismo brasileiro e comandou programas de grande audiência
Carlos Monforte teve papel importante na história do telejornalismo brasileiro e comandou programas de grande audiência
Foto: Reprodução/Youtube / Perfil Brasil

Com mais de quatro décadas dedicadas à profissão, Monforte construiu uma trajetória marcada por passagens por alguns dos principais telejornais do país. Entretanto, foi à frente do 'Bom Dia Brasil' que ele se tornou um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira.

O início da carreira

Nascido em Santos, no litoral de São Paulo, Carlos Américo Aguiar Monforte começou a trabalhar no jornal 'A Tribuna' antes mesmo de concluir a formação em Jornalismo, em 1972. Depois de formado, passou pela comunicação da Secretaria de Obras do Estado de São Paulo. Em seguida, esteve no 'O Estado de S. Paulo', onde atuou como repórter especial.

Em busca de aprimoramento profissional, também fez cursos na Espanha e na França. A experiência acumulada nos jornais impressos ajudaria a abrir caminho para uma nova etapa de sua carreira, desta vez na televisão. As telinhas entraram em sua trajetória em 1978, quando chegou à Globo como repórter em São Paulo. Na emissora, produziu reportagens para atrações como 'Jornal Nacional' e 'Fantástico' e acompanhou acontecimentos de grande repercussão, incluindo as greves dos metalúrgicos do ABC Paulista.

Da apresentação à cobertura política

Em seguida, Monforte passou pela editoria de Política do Jornal da Globo e também apresentou o Bom Dia São Paulo. Posteriormente, com a estreia do Bom Dia Brasil, ele assumiu a função de editor-chefe e apresentador. Permaneceu no comando do telejornal durante nove anos. Então, se tornou um dos profissionais que ajudaram a consolidar o modelo de apresentador que também participa das decisões editoriais do noticiário.

A experiência no setor político acompanhou boa parte de sua carreira. Em 1989, ele também participou do 'Palanque Eletrônico', programa voltado às entrevistas com candidatos à Presidência da República. A atuação reforçou seu perfil como jornalista ligado à cobertura política e à condução de entrevistas.

Em 1992, Monforte deixou a Globo temporariamente para ajudar a montar o departamento de Comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dois anos depois, contudo, retornou à emissora e voltou a trabalhar em Brasília, desta vez como repórter especial do 'Jornal da Globo'.

Últimos anos de Carlos Monforte

Em 1998, Monforte passou a integrar a GloboNews. O jornalista participou do Espaço Aberto e, posteriormente, assumiu a coordenação da emissora em Brasília. Na capital federal, também esteve à frente do Jornal das Dez e participou de atrações voltadas à cobertura política, como GloboNews Política e Fatos e Versões.

Monforte permaneceu na Globo até 2016, encerrando uma passagem de quase quatro décadas pela emissora. Depois de deixar a televisão, Monforte continuou ligado à área de comunicação e passou a discutir as transformações provocadas pela tecnologia nas redações.

Em 2022, lançou o livro 'O Papel do Jornalismo sem Papel', no qual refletiu sobre os caminhos da imprensa, as mudanças no trabalho jornalístico e a relação entre mídia e poder. No mesmo período, também participou de entrevistas para discutir os desafios da profissão e episódios marcantes de sua trajetória.

Perfil Brasil
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