Campanha eleitoral começa com Lula em SP e Flávio no RJ
No primeiro dia autorizado para pedidos explícitos de voto, candidatos apostaram em agendas simbólicas, promessas para segurança pública e críticas aos adversários.A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16/08), primeiro dia em que a Justiça Eleitoral permite pedidos explícitos de voto, comícios, carreatas e propaganda na internet.
Os principais candidatos à Presidência nas pesquisas eleitorais escolheram palcos simbólicos para marcar a largada da disputa: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em São Bernardo do Campo (SP), Flávio Bolsonaro (PL) em Copacabana, no Rio de Janeiro, Ronaldo Caiado (PSD) no entorno do Distrito Federal e Romeu Zema (Novo) em Montes Claros (MG). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Lula recupera trajetória sindical
Em São Bernardo do Campo, Lula realizou um ato marcado por referências à sua trajetória sindical. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente relembrou as greves que liderou na região do ABC, citou a Operação Lava Jato e pediu que militantes comparem os resultados de seu governo com os da gestão anterior. Também voltou a criticar a condução da pandemia durante o governo Bolsonaro.
Na área da segurança pública, Lula prometeu intensificar o combate às lideranças de facções criminosas e reafirmou a proposta de criar um Ministério da Segurança Pública, informou o portal g1. O evento incluiu acenos a mulheres e evangélicos. A primeira-dama Janja da Silva também discursou brevemente. A escolha de São Bernardo associa candidatura às origens políticas de Lula e à continuidade dos governos petistas anteriores.
Bandeiras dos EUA em evento de Flávio
Em Copacabana, Flávio Bolsonaro subiu em um trio elétrico por volta das 11h30 usando um colete à prova de balas sob a camiseta, acompanhado do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar. Veículos de imprensa registraram a presença de bandeiras dos Estados Unidos e Israel entre os presentes.
O senador lamentou a ausência do pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. Segundo o g1, afirmou que os brasileiros perderam soberania sobre a própria vida. Também prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, tema defendido também pela Casa Branca, e declarou ser o único candidato capaz de negociar acordos com Estados Unidos, China, Israel, Índia e Argentina.
Segundo o Estadão, Flávio ainda prometeu um amplo corte de gastos públicos a partir de 2027 e a indicação de quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal contrários ao aborto e à legalização das drogas.
A largada da campanha ocorre com Lula à frente nas intenções de voto. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na sexta-feira (14/08) mostrou o presidente com 38% das intenções de voto contra 31% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em uma eventual segunda rodada, Lula aparece com 43% ante 40% do adversário.
Caiado e Zema começam nos seus estados
Ronaldo Caiado iniciou a campanha com uma carreata em Águas Lindas de Goiás, precedida por uma missa fora da agenda oficial. Segundo o g1, o governador afirmou que governará "com garra e determinação", justificou a escolha da região pelos investimentos realizados durante sua gestão e disse que dedicará os próximos 49 dias a percorrer o país.
Questionado sobre a ausência do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, Caiado negou divergências e afirmou que o dirigente acompanhava o início da campanha em São Paulo.
Romeu Zema, por sua vez, abriu a agenda em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, região onde Lula obteve votação expressiva. Segundo a Folha de S.Paulo, o evento ocorreu sem a presença do governador Mateus Simões (PSD) e do senador Eduardo Girão (Novo), candidato a vice-presidente na chapa.
Zema prometeu construir um "superpresídio" no Norte do país para líderes de facções criminosas, defendeu o endurecimento da legislação penal e criticou o que chamou de "casta nova" de autoridades em Brasília.
gq (OTS)
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