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Caminhões com mais de 10 anos são os favoritos dos criminosos; entenda o motivo

Veja quais modelos lideram o ranking de roubos e como as quadrilhas mudaram o horário dos ataques para surpreender motoristas

6 abr 2026 - 17h33
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O roubo de caminhões, caracterizado pela abordagem direta e o uso de violência contra o motorista, tornou-se significativamente mais frequente no Brasil em 2026 do que as ocorrências envolvendo carros e motos. Enquanto nos veículos de passeio o crime mais comum é o furto silencioso, no setor de carga a interação agressiva com a vítima já representa a maioria dos casos. Segundo informações do Jornal do Carro do Estadão, baseadas em um levantamento exclusivo da seguradora Ituran, o modelo Iveco Daily lidera o ranking de veículos pesados mais visados pelos criminosos neste ano de 2026 (6). O estudo analisou dados consolidados de 2025 e 2026, revelando uma mudança drástica no perfil da criminalidade, com foco crescente em veículos voltados para a logística urbana e o e-commerce.

Um dado alarmante trazido pelo levantamento é o aumento da violência nas abordagens
Um dado alarmante trazido pelo levantamento é o aumento da violência nas abordagens
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

A lista dos modelos mais visados é encabeçada pelo Iveco Daily, com 20 ocorrências registradas, seguido de perto pelo Kia Bongo, com 17 registros, e pelo Mercedes-Benz Atego, que somou 15 casos. O Hyundai HR, com 14 ocorrências, e modelos semipesados como o VW 24.280, com 10 registros, também figuram entre os alvos preferenciais. De acordo com a análise técnica, houve uma migração das quadrilhas para veículos de maior capacidade de carga que ainda mantêm um perfil discreto nas ruas. O movimento sugere que o crescimento das entregas rápidas impulsionou o interesse por caminhões com baú ou furgão, fundamentais para a distribuição de mercadorias compradas pela internet.

Um dado alarmante trazido pelo levantamento é o aumento da violência nas abordagens. O índice de roubos, que envolvem o confronto direto, saltou de 55,1% em 2025 para 66,7% em 2026. Esse crescimento indica uma atuação mais agressiva de quadrilhas especializadas, muitas vezes resultando em episódios graves como sequestros relâmpagos. Geograficamente, a Zona Norte de São Paulo concentra os maiores riscos. Bairros como Vila Maria, Parque Novo Mundo, Jardim Brasil e Jaçanã lideram as estatísticas. Essas regiões são estratégicas para o crime por estarem próximas a eixos logísticos vitais, como a Rodovia Fernão Dias e a Marginal Tietê, além de abrigarem grandes terminais de cargas.

O estudo também aponta mudanças no comportamento temporal dos crimes. Se anteriormente os ataques ocorriam majoritariamente pela manhã, em 2026 o pico de ocorrências passou para o período da tarde, momento em que as rotas de entrega já estão definidas e os veículos ficam mais expostos. A madrugada continua sendo uma faixa crítica, especialmente para furtos em pátios e estacionamentos. Além disso, a idade da frota é um fator determinante: caminhões com mais de 10 anos representam mais de 60% dos casos. Isso ocorre devido à menor presença de tecnologias de rastreamento e segurança, além da alta demanda por peças usadas no mercado paralelo. Para os especialistas da Ituran, o cenário exige maior sofisticação na proteção veicular diante da seletividade crescente dos criminosos.

Perfil Brasil
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