Burn-on: o esgotamento invisível que atinge quem entrega tudo no trabalho
Entenda como o estresse crônico mantém profissionais em alto rendimento enquanto a saúde mental entra em risco silencioso
Diferente do esgotamento tradicional, o burn-on no trabalho manifesta um estresse crônico sem queda de desempenho. A pessoa continua entregando resultados de excelência, mantém prazos em dia e assume responsabilidades, mesmo sentindo um cansaço físico e mental constante.
O problema ganha dimensão ao observarmos as estatísticas de afastamentos. Em 2025, mais de 7,5 mil brasileiros deixaram suas funções por burnout. As mulheres representam 71,6% dos casos notificados no SUS, segundo dados divulgados pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalho.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o burnout na CID-11 como resultado do estresse crônico não gerenciado. No entanto, o conceito de burn-on, apresentado pelo psiquiatra Bert te Wildt e pelo psicólogo Timo Schiele, refere-se a uma fase prévia onde o colapso ainda não ocorreu visualmente.
No burn-on, a rotina se transforma em uma armadilha diária sem picos aparentes de paralisação. Do mesmo modo, o perfil mais suscetível a ambos os quadros envolve o perfeccionismo e a dificuldade de estabelecer limites claros nas demandas profissionais.
Sinais de alerta para identificar o burn-on
Diante desse cenário, prestar atenção aos sintomas corporais e comportamentais evita que o estado evolua para a estafa total.
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Cansaço persistente: A sensação de exaustão não desaparece nem mesmo após finais de semana ou períodos de férias.
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Incapacidade de desligar: Dificuldade real de desconectar da rotina profissional durante o tempo livre.
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Oscilações de humor: Aumento frequente da irritabilidade, episódios de ansiedade e insônia.
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Alterações no apetite: Mudanças repentinas no padrão alimentar, para mais ou para menos.
Como buscar equilíbrio e ajuda
A intervenção para o burn-on precoce impede danos mais graves à saúde mental. Nesse sentido, buscar apoio especializado garante um diagnóstico correto das causas do estresse.
Tratar a rotina profissional como uma maratona constante sem pausas destrói o ritmo biológico. Em vista disso, reconhecer os limites do próprio corpo representa o primeiro passo para sustentar a carreira com saúde e evitar um burn-on.
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