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Brasiliense desaparecido no Rio teve orelha e dedos mutilados por traficantes, dizem testemunhas

6 mar 2025 - 15h49
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura o desaparecimento de um homem de Brasília, possivelmente assassinado por criminosos do Comando Vermelho (CV) durante o carnaval. Fabrício Alves Monteiro, de 28 anos, viajou para o Rio com um primo e um amigo para curtir a folia, mas acabou capturado por traficantes ao passar por Honório Gurgel, na Zona Norte. Enquanto os outros dois foram liberados, ele não foi mais visto.

Fabrício Alves Monteiro
Fabrício Alves Monteiro
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Segundo o relato das testemunhas à polícia, o grupo se deslocava para uma festa na noite de terça-feira (4) quando, ao seguir o GPS pela Avenida Brasil, foi interceptado por criminosos armados próximos à comunidade da Palmeirinha.

O que motivou a ação dos traficantes?

Os traficantes assumiram o controle do veículo e levaram os três para dentro da favela. Em determinado momento, um dos criminosos ordenou uma transferência via Pix de R$ 1,4 mil, mas a tentativa de saque falhou.

Ainda de acordo com as testemunhas, os bandidos acessaram o celular de Fabrício e encontraram mensagens e fotos que, supostamente, faziam apologia ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção rival do CV. Isso teria desencadeado uma série de agressões.

Na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), o primo do desaparecido contou que ele foi espancado com coronhadas. Em seguida, os criminosos cortaram uma de suas orelhas e o obrigaram a comê-la. Também mutilaram seus dedos antes de levá-lo para um destino desconhecido.

Traficantes deram R$ 10 para vítimas deixarem a favela

As testemunhas relataram que ouviram "alguém pedindo gasolina" antes de serem liberadas. Como os traficantes não encontraram indícios contra elas, decidiram soltá-las e ainda deram R$ 10 para que pudessem sair da comunidade.

Os dois seguiram para a 31ª DP, onde registraram a ocorrência. O caso foi transferido para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Paralelamente, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) também investiga o desaparecimento, pois um corpo carbonizado foi encontrado na madrugada de quarta-feira (5) na Avenida Brasil, perto da comunidade do Muquiço, dominada pelo TCP.

O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) no Centro do Rio para identificação. A perícia busca confirmar se os restos mortais pertencem a Fabrício.

Perfil Brasil
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