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TSE reforça segurança de urnas eletrônicas a embaixadores

Encontro ocorreu após ataques e ameaças a sistema eleitoral

17 ago 2026 - 18h03
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reforçou nesta segunda-feira (17) a confiabilidade no sistema eleitoral brasileiro para mais de cem diplomatas de 86 embaixadas em Brasília, incluindo um representante dos Estados Unidos.

    O encontro teve como objetivo "fortalecer medidas que contribuam para a transparência das eleições e ampliar o diálogo da Justiça Eleitoral brasileira com a comunidade internacional".

    Nunes Marques apresentou alguns dos sistemas tecnológicos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral, destacando sua eficiência e segurança.

    "O aperfeiçoamento continuado dos instrumentos normativos e os avanços tecnológicos caminham lado a lado para garantir a integridade das eleições e o fortalecimento da democracia", disse Nunes Marques a respeito das urnas eletrônicas, reforçando que o processo permite contabilizar, "em poucas horas, os mais de 150 milhões de votos".

    O presidente do TSE também frisou que "as portas da Justiça Eleitoral estarão igualmente abertas para as missões internacionais de observação eleitoral que avaliarão a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais brasileiras".

    A reunião com os diplomatas estrangeiros ocorre às vésperas das eleições presidenciais de outubro.

    Além disso, em julho, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) atacou a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras, ao dizer que elas teriam a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic, e que um relatório da Agência Central de Inteligência americana (CIA) revela que a companhia está ligada a fraudes nas eleições venezuelanas de 2012. As acusações foram desmentidas pelo TSE.

    Ao mesmo tempo, ainda no mês passado, e em meio a uma crise diplomática com os EUA, o Brasil negou vistos a dois diplomatas americanos que supostamente viriam ao país para "para interferir, monitorar e investigar as eleições brasileiras".

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Ansa - Brasil
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