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Alckmin diz que Bolsonaro perde pra qualquer um no 2º turno

O tucano afirmou que vai trabalhar para chegar ao segundo turno; ele não chega aos dois dígitos nas pesquisas

22 ago 2018
18h37
atualizado às 19h09
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O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira que "todo mundo" quer disputar o segundo turno das eleições contra o Jair Bolsonaro, adversário do PSL, porque ele "perde para qualquer um".

"O que todo mundo quer é o Bolsonaro no segundo turno, porque ele perde para qualquer um. Agora vamos trabalhar para chegar ao segundo turno e vamos chegar", disse Alckmin a jornalistas.

Candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin
06/08/2018
REUTERS/Adriano Machado
Candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin 06/08/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta, mostra Bolsonaro como líder nas intenções de voto ao Palácio do Planalto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas nas simulações de segundo turno o deputado perde em vários possíveis confrontos, inclusive para o tucano.

Líder nas pesquisas e preso desde abril, o petista deve ter a candidatura ao Palácio do Planalto barrada pela Lei da Ficha Limpa. Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP).

Alckmin --que fechou a maior aliança partidária para outubro, com nove partidos-- minimizou seu desempenho no levantamento. Na sondagem com a presença de Lula, registrou 6 por cento e sem o ex-presidente, 9 por cento.

"A campanha vai começar mesmo dia 31, quando começa o horário do rádio e na televisão. Estamos otimistas para chegar ao segundo turno", disse ele, que cumpriu agenda no interior do Tocantins.

O tucano afirmou que vai trabalhar para chegar ao segundo turno e citou o fato de que os números de pesquisas em Tocantins a 15 dias de uma votação se mostraram muito diferentes do resultado da eleição.

Alckmin disse que acredita na campanha e no julgamento dos eleitores. "Política você não obriga, você conquista", disse.

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