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Senado quer explicações de autoridades sobre espionagem no Brasil

8 jul 2013 - 14h59
(atualizado às 15h43)
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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado prepara para esta terça-feira uma reunião extraordinária que vai analisar as denúncias de espionagem, pelos Estados Unidos, à cidadãos brasileiros. Também será analisado o funcionamento em Brasília, até 2002, de uma estação da Agência de Segurança Nacional (NSA). O presidente da comissão, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), disse que pretende chamar autoridades brasileiras e o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para esclarecerem o assunto.

Ferraço disse que devem ser ouvidos os ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores; Celso Amorim, da Defesa; Paulo Bernardo, das Comunicações; e José Elito Carvalho Siqueira, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), além do embaixador americano. “Temos que verificar a veracidade das informações que vieram à tona. Se confirmadas, é tudo gravíssimo”, disse.

Informações, publicadas pelo O Globo, dizem que houve um escritório da NSA, em Brasília, que atuava em conjunto com a Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA). Ontem, vieram à tona as informações que contatos eletrônicos e telefônicos de seus cidadãos estariam sendo monitorados pelos norte-americanos.

No Congresso, os parlamentares reagiram às denúncias e querem providências. “Queremos saber especialmente do chefe da Abin (Wilson Trezza) que absurdo é esse de ter uma base estrangeira a poucos quilômetros da capital do País, espionando, e o nosso governo não ter conhecimento de nada”, disse o líder do PSOL do Senado, Randolfe Rodrigues (AP).

Patriota admitiu que recebeu com “grave preocupação” as informações que contatos eletrônicos e telefônicos de seus cidadãos estariam sendo monitorados. O ministro disse que o governo brasileiro lançará iniciativas na Organização das Nações Unidas (ONU) pelo estabelecimento de normas claras de comportamento para os países, quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e a preservação da soberania dos demais Estados.

O Itamaraty pretende, ainda, pedir à União Internacional de Telecomunicações (UIT), em Genebra, na Suíça, o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações. As informações sobre espionagem a cidadãos brasileiros vieram à tona há três meses da primeira visita de Estado da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos.

A visita da presidente está prevista para 23 de outubro e foi confirmada pelas autoridades. A visita de Estado é considerada pelos americanos como especial por ser autorizada apenas a alguns parceiros.

Agência Brasil Agência Brasil
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