Quem mais está na lista dos EUA de grupos terroristas, além de PCC e CV
Lista de organizações terroristas estrangeiras do governo americano foi criada em 1997 e possui atualmente 94 organizações. PCC e CV devem se juntar à relação em 5 de junho.
As facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) se juntarão a grupos como a Al Qaeda e o Estado Islâmico na lista de entidades estrangeiras designadas como terroristas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Em comunicado publicado na quinta-feira (28/5), o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que CV e PCC "são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil" e que passarão a ser consideradas terroristas a partir do dia 5 de junho.
A lista de organizações terroristas estrangeiras do governo americano foi criada por Washington há quase 30 anos, em 1997.
A relação já nasceu com 14 integrantes, entre eles o grupo libanês Hezbollah e o palestino Hamas. Desde então, ganhou dezenas de novos nomes e possui atualmente 94 organizações.
Mais recentemente, durante o segundo mandato do presidente americano Donald Trump, também foram adicionadas à lista facções criminosas sul-americanas, como as venezuelanas Tren de Aragua (Trem de Arágua, em português) e Cartel de Los Soles (Cartel dos Sóis) e a mexicana Cartel de Sinaloa.
Confira, a seguir, a lista atual de organizações internacionais designadas como terroristas pelos Estados Unidos.
Organizações designadas como terroristas pelos EUA
- Irmandade Muçulmana Sudanesa, Sudão
- Irmandade Muçulmana Libanesa, Líbano
- Clã do Golfo, Colômbia
- Cartel dos Sóis, Venezuela
- Antifa Ost (também conhecida como Hammerbande), Alemanha
- Federação Anarquista Informal / Frente Revolucionária Internacional (FAI/FRI), Itália e Europa
- Justiça Proletária Armada, Grécia
- Autodefesa Revolucionária de Classe, Grécia
- Bairro 18, América Central e EUA
- Movimento al-Nujaba (HAN), Iraque
- Brigadas Sayyid al-Shuhada (KSS), Iraque e Síria
- Movimento Ansar Allah al-Awfiya (HAAA), Iraque
- Brigadas do Imam Ali (KIA), Iraque
- Los Choneros, Equador
- Los Lobos, Equador
- Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), Paquistão
- Viv Ansanm, Haiti
- Gran Grif, Haiti
- Ansarallah, Iêmen
- Cartel de Sinaloa, México
- Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), México
- Cartel do Nordeste, México
- A Nova Família Michoacana, México
- Cartel do Golfo, México
- Cartéis Unidos, México
- Trem de Aragua, Venezuela
- Mara Salvatrucha (MS-13), El Salvador, América Central e EUA
- Segunda Marquetalia, Colômbia
- Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP), Colômbia
- Estado Islâmico - República Democrática do Congo (ISIS-DRC), República Democrática do Congo
- Estado Islâmico - Moçambique (ISIS-Moçambique), Moçambique
- Movimento Sawa'd Misr (HASM), Egito
- Asa'ib Ahl al-Haq (AAH), Iraque
- Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Irã
- Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), Sahel (Mali)
- Brigadas al-Ashtar, Bahrein
- Estado Islâmico no Grande Saara (ISIS-GS), Sahel
- Estado Islâmico - África Ocidental, África Ocidental (especialmente Nigéria)
- Estado Islâmico - Filipinas, Filipinas
- Estado Islâmico - Bangladesh, Bangladesh
- Hizbul Mujahideen (HM), Índia (Caxemira)
- Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (AQIS), Sul da Ásia
- Estado Islâmico - Líbia, Líbia
- Estado Islâmico - Província de Khorasan (ISIS-K), Afeganistão
- Exército dos Homens do Caminho Naqshbandi (JRTN), Iraque
- Estado Islâmico - Província do Sinai, Egito
- Ansar al-Shari'a em Benghazi, Líbia
- Ansar al-Shari'a em Darnah, Líbia
- Ansar al-Shari'a na Tunísia, Tunísia
- Batalhão al-Mulathamun / al-Murabitoun, Sahel
- Ansaru, Nigéria
- Boko Haram, Nigéria
- Ansar al-Dine (AAD), Mali
- Rede Haqqani (HQN), Afeganistão e Paquistão
- Brigadas Abdallah Azzam, Líbano
- Jemaah Anshorut Tauhid (JAT), Indonésia
- Mujahideen Indianos (IM), Índia
- Exército do Islã (AOI), Gaza
- Jaysh al-Adl, Irã e Paquistão
- Tehrik-e Taliban do Paquistão (TTP), Paquistão
- Movimento do Jihad Islâmico (HUJI), Paquistão
- Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), Iêmen
- Brigadas Hezbollah (KH), Iraque
- Luta Revolucionária, Grécia
- al-Shabaab, Somália
- Movimento do Jihad Islâmico - Bangladesh (HUJI-B), Bangladesh
- União do Jihad Islâmico (IJU), Uzbequistão e Ásia Central
- Estado Islâmico (ISIS), Iraque e Síria
- Exército Republicano Irlandês de Continuidade (CIRA), Irlanda do Norte
- Ansar al-Islam (AAI), Iraque
- Lashkar-e-Jhangvi (LJ), Paquistão
- Jemaah Islamiya (JI), Sudeste Asiático
- Partido Comunista das Filipinas / Novo Exército do Povo (CPP/NPA), Filipinas
- Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM), Norte da África
- Asbat al-Ansar, Líbano
- Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa (AAMB), Palestina
- Lashkar-e-Tayyiba (LeT), Paquistão
- Jaish-e-Mohammed (JEM), Paquistão
- Novo Exército Republicano Irlandês (Nova IRA), Irlanda
- Movimento Islâmico do Uzbequistão (IMU), Ásia Central
- Al-Qaeda (AQ), movimento global
- Grupo Abu Sayyaf (ASG), Filipinas
- Hamas, Gaza
- Harakat ul-Mujahidin (HUM), Paquistão
- Hezbollah, Líbano
- Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Turquia
- Tigres de Libertação de Tamil Eelam (LTTE), Sri Lanka
- Exército de Libertação Nacional (ELN), Colômbia
- Frente de Libertação da Palestina (PLF), Palestina
- Jihad Islâmica Palestina (PIJ), Palestina
- Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP), Palestina
- PFLP - Comando Geral (PFLP-GC), Palestina e Síria
- Partido/Fronte de Libertação Revolucionário do Povo (DHKP/C), Turquia
- Sendero Luminoso, Peru
É possível sair da lista?
Desde que a lista do Departamento de Estado americano foi criada, mais de 20 grupos foram classificados como terroristas, mas posteriormente retirados da relação.
Segundo informações da própria pasta, o órgão pode revogar a designação se considerar que a organização não cumpre mais os critérios (por exemplo, deixou de praticar terrorismo ou não representa mais uma ameaça à segurança nacional dos EUA), ou se houve uma mudança relevante nas circunstâncias.
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), por exemplo, foram retiradas da lista em 2021, cinco anos após o acordo de paz com o governo colombiano.
Parte do grupo, porém, não aceitou os termos do pacto, e os americanos continuaram a considerar os grupos dissidentes FARC-EP e Segunda Marquetalia como terroristas.
A designação de um grupo como terrorista também pode ser revogada pelo Congresso americano, segundo o próprio órgão legislativo.
Ainda de acordo com o Congresso americano, o Departamento de Estado deve revisar cada um dos integrantes da lista ao menos a cada cinco anos. As organizações também podem solicitar uma revisão judicial em relação à sua designação diretamente aos EUA.
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