Quem é o dono do Banco Genial?
Entenda a estrutura societária e saiba quem são Rodolfo Riechert e André Schwartz
O Banco Genial voltou a chamar atenção nesta quinta-feira (24) de setembro de 2026 após ser citado na terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Operação Crédito Oculto. A investigação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, apura suspeitas de lavagem de dinheiro e estruturas financeiras relacionadas ao setor de combustíveis.
Mas quem é, afinal, o dono do Banco Genial? De acordo com documentos da própria Genial, os beneficiários finais do grupo são Rodolfo Riechert e André Schwartz.
O Banco Genial S.A. é controlado diretamente pela Plural Nova Holding Financeira Ltda.. Essa empresa tem entre seus sócios a Genial Holding Ltda. e Rodolfo Riechert.
Nos documentos societários divulgados pelo próprio grupo, os beneficiários finais da Holding Plural são identificados como Rodolfo Riechert e André Schwartz.
O Banco Central já havia registrado, em 2023, uma alteração no grupo de controle do Banco Genial que concentrou o controle societário em Rodolfo Riechert e André Schwartz, após a saída de um sócio. Eles são executivos ligados à formação e à gestão do grupo financeiro que deu origem à atual estrutura da Genial.
Schwartz aparece também como presidente do Banco Genial em registros públicos consultados pelo Portal da Transparência. Riechert consta como diretor.
A instituição é resultado de uma trajetória que inclui o antigo Brasil Plural S.A. Banco Múltiplo e o Plural S.A. Banco Múltiplo, nomes que aparecem no histórico empresarial do banco.
O que aconteceu com o Banco Genial?
O banco entrou no foco da terceira fase da Operação Carbono Oculto. O executivo Humberto Arthur Tupinambá Neto, ligado ao Banco Genial, está entre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela operação, além Antonio Carlos Freixo Junior, um executivo ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. As buscas ocorreram em diversos municípios de sete estados.
A investigação apura uma estrutura financeira que teria sido utilizada para dar aparência de operações regulares a recursos investigados por possível ligação com organizações criminosas.
Os investigadores apontam uma operação envolvendo o Fundo Radford, CDBs vinculados emitidos pelo Genial e empréstimos concedidos pelo banco a empresas que, segundo a investigação, seriam de fachada. O Ministério Público afirma que o dinheiro teria circulado por diferentes estruturas antes de ser utilizado em negócios envolvendo o setor de combustíveis.
É importante destacar que as suspeitas investigadas não significam que os controladores do Banco Genial tenham sido acusados de participação criminosa. O foco divulgado nesta fase inclui executivos e empresários específicos, e as acusações ainda estão no âmbito de uma investigação.
Em nota divulgada à imprensa, o Banco Genial afirmou que Humberto Tupinambá foi destituído da instituição em maio de 2026. O banco também declarou que colaborou com o Gaeco e adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo uma investigação interna e revisão da governança das operações de crédito.
Banco Genial já havia sido multado pelo Banco Central
O novo episódio ocorre pouco mais de um mês depois de outra notícia envolvendo a instituição. Em agosto de 2026, o Banco Central aplicou uma multa de R$ 21,56 milhões ao Banco Genial por irregularidades relacionadas a operações de câmbio, comunicação de operações suspeitas ao Coaf e controles internos.
O BC também determinou a inabilitação do então CEO André Schwartz e aplicou multas a outros executivos. Segundo a decisão, foram identificadas, entre outros pontos, falhas na certificação de clientes em operações de câmbio e problemas relacionados à comunicação de operações consideradas suspeitas.
O Banco Genial contestou as conclusões e afirmou que considerava as condenações injustas, sustentando que adotava procedimentos de controle e que tomaria as medidas cabíveis.
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