Primeiro turno é marcado por onda de direita nos governos estaduais
O primeiro turno consolidou uma onda conservadora nos governos estaduais, decidindo a disputa em 20 unidades federativas. O PL liderou com cinco vitórias, enquanto aliados garantiram estados estratégicos como São Paulo e Minas Gerais com o Republicanos. O PSD venceu em quatro estados, e o PT manteve três no Nordeste. Siglas como União Brasil e PSB sofreram as maiores perdas. A definição do mapa político agora depende do segundo turno, ainda em disputa aberta em sete localidades, como RJ e DF.
Disputa se encerra em 20 unidades da federação. PL conquista cinco governos, e aliados do grupo político de Jair Bolsonaro vencem em estados-chave, como São Paulo e Minas Gerais.O primeiro turno das eleições deste domingo (4/10) para os governos estaduais consolidou uma onda de partidos de direita que agora vão chefiar as máquinas estaduais.
A disputa já foi decidida em 20 unidades da federação, sendo cinco delas com vitória de candidatos do PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro.
Anteriormente, no histórico da sigla, apenas Cláudio Castro havia sido eleito na primeira rodada, no pleito de 2022.
Neste ano foram confirmadas as vitórias de Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; Marcos Rogério (PL), em Rondônia; e Arthur Henrique (PL), em Roraima. Além do ex-juiz Sergio Moro (PL), que desbancou o candidato do governador Ratinho Júnior no Paraná; e Jorginho Mello (PL), reeleito com folga em Santa Catarina.
Outros aliados do grupo político de Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro também garantiram um mandato já no primeiro turno deste ano.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltará a governar o maior colégio eleitoral do país, vencendo o candidato petista e ex-ministro da Economia Fernando Haddad. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que declarou apoio ao senador, vai comandar o estado.
PT mantém três estados
O PT conseguiu manter seus três governos: Bahia, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT); Piauí, que será novamente governado por Rafael Fonteles (PT); e Ceará, com a nova vitória de Elmano de Freitas (PT).
Outros reeleitos foram Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; e Lucas Ribeiro (PP), que havia assumido o governo paraibano em abril e agora conquistou nas urnas um mandato próprio.
Também foi confirmada a vitória de Dr. Furlan (PSD), no Amapá, desbancando o único candidato à reeleição que saiu derrotado já no primeiro turno, o governador Clécio Luís (União Brasil).
Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) saiu vitorioso, assim como Eduardo Braide (PSD), no Maranhão. No Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) derrotou o candidato bolsonarista Wellington Fagundes.
Também inauguram um novo mandato Daniel Santos (Podemos), que assume o governo do Pará, e JHC (PSDB), em Alagoas, que desbancou a candidatura de Renan Filho (MDB).
PL conquista cinco estados, três a mais que 2022
As cinco vitórias também colocam o PL como o partido que conquistou o maior número de governos estaduais: Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina já no primeiro turno. Após o segundo turno da eleição em 2022, era mandatário em apenas dois: Santa Catarina e Rio de Janeiro. A sigla segue na disputa no Rio e no Amazonas.
O PSD aparece na sequência, com quatro governos, dois a mais que em 2022: Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. O Republicanos conquistou estados-chave, como São Paulo e Minas Gerais, além do Mato Grosso. PT também segue com três estados, enquanto o PP fica com dois governos. MDB, Podemos e PSDB conquistaram um estado cada.
Em oito unidades da federação, a eleição representou uma mudança no partido governista, com ampla vantagem para as siglas à direita. Até o momento, o União Brasil foi o que mais perdeu cargos. Em 2022, tinha quatro governos e agora só segue com chance de manter um, no Tocantins. O PSB perdeu em definitivo os três estados que governava.
Segundo turno em aberto
A corrida para o cargo de governador continua aberta em sete unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. Os eleitores voltarão às urnas em 25 de outubro para escolher os governadores que não alcançaram mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Um dos cenários mais acirrados está no Rio de Janeiro, onde Douglas Ruas (PL) saiu na frente no embate contra Eduardo Paes (PSD). Contudo, o candidato Anthony Garotinho (Republicanos) está com a candidatura sob júdice e, se os votos que recebeu forem anulados pela Justiça, a vitória de Ruas poderá ser confirmada posteriormente.
No Acre, o confronto será entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), enquanto no Amazonas, a eleição segue em aberto entre PSD, com Omar Aziz, e PL, representado pela Professora Maria do Carmo.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputarão o segundo turno. No Espírito Santo, os dois candidatos são Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).
No Rio Grande do Norte, o segundo turno será entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT). Por fim, Professora Dorinha (União Brasil) enfrentará Vicentinho Júnior (PSDB) pelo governo do Tocantins.
O mapa político definitivo dos governos estaduais dependerá, portanto, dos resultados da segunda rodada, que ainda pode alterar a distribuição de poder entre os principais partidos do país.
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