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Política

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Zema volta a prometer privatizar Petrobras e BB e classificar facções criminosas como terroristas

Ex-governador de Minas participou de Encontro Nacional do partido, em São Paulo; segundo ele, dinheiro de venda das empresas 'vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo País inteiro'

18 jul 2026 - 16h17
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado, 18, que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em outubro. Durante discurso no Encontro Nacional do partido, em São Paulo, o mineiro também prometeu classificar as facções criminosas como organizações terroristas e envolver as Forças Armadas no combate ao crime organizado.

Segundo ele, as duas privatizações integram a terceira missão de um eventual governo, voltada a "virar a chave do crescimento e da prosperidade". "Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo País inteiro", afirmou.

Ao defender a classificação das facções criminosas como terroristas, assim como fez o governo americano, Zema declarou que a retomada dos territórios dominados pelo crime será a primeira missão de um eventual governo e disse que irá propor pena mínima de 25 anos para crimes cometidos por integrantes de facções.

O ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
O ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"Vamos retomar cada bairro, cada comunidade e cada pedaço do Brasil que foi entregue às facções. É no domínio territorial que o crime tira todo o seu poderio financeiro, militar e político", afirmou.

O governador ainda pregou corte de gastos públicos, redução da dívida e queda dos juros. "Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado. Nenhuma nação chegou ao Primeiro Mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho", disse.

Zema usou o evento para direcionar críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, afirmando que o País "não aguenta mais quatro anos" de ambos. E, na mesma linha do que defende o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, pregou: "Vamos construir maioria no Senado para aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes."

Ao comparar sua candidatura com a dos demais nomes da direita, Zema afirmou que nenhum outro pré-candidato critica tanto os "intocáveis" quanto ele. "Não tenho rabo preso. O Brasil precisa de um presidente que chegue lá à prova de chantagem", disse.

O ex-governador de Minas Gerais também usou a convenção para declarar apoio à pré-candidatura do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado e afirmou que São Paulo se tornou uma "terra de oportunistas" por atrair políticos de outros Estados interessados em disputar uma vaga pela unidade da Federação.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva após o evento. Ao defender a candidatura de Salles, Zema afirmou que o deputado possui experiência administrativa e currículo superior ao dos adversários.

"É um nome excepcional. Já foi ministro, já foi secretário. Tem um currículo que supera todos os demais", disse.

Sem citar nomes, o mineiro criticou possíveis adversárias de Salles na disputa ao Senado, casos das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). "São Paulo se transformou em terra de oportunistas. Temos candidatas que não são de São Paulo e vieram para cá porque me parece que em seus Estados de origem não têm muita chance. São aventureiras, paraquedistas", afirmou.

Novo negocia com Podemos vice para chapa presidencial de Zema

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou neste sábado que o partido negocia com o Podemos uma eventual composição para a chapa presidencial do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas eleições de 2026. Segundo Ribeiro, ainda não há definição sobre o candidato a vice, mas a expectativa é concluir as negociações até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias. A legenda marcou para 27 de julho a convenção que deverá homologar a candidatura de Zema à Presidência da República.

"Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Tenho uma ótima relação com a Renata. Acho que há possibilidade de fazermos uma composição, mas ainda não há essa definição", afirmou Ribeiro. Segundo o dirigente, a convenção delegará ao Diretório Nacional a condução das negociações para eventuais coligações até o encerramento do calendário eleitoral.

Zema afirmou ainda que o Novo pretende manter como critério para a composição da chapa a escolha de um candidato a vice "ficha limpa". "Nós queremos um vice ou uma vice ficha limpa. Isso é fundamental para continuarmos criticando tanta coisa que está errada sem ter o rabo preso", disse.

Estadão
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