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Política

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Voto feminino entra no centro da disputa entre Lula e Flávio na propaganda do rádio

3 set 2026 - 11h16
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Resumo
O voto feminino virou o foco da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no rádio. Flávio usou o recorde de feminicídios para atacar a segurança do atual governo e defender punições mais duras, focando suas inserções no combate à violência. Já a campanha de Lula escalou a primeira-dama Janja para destacar medidas voltadas às mulheres, buscando reforçar sua agenda de direitos, enquanto usou inserções curtas para defender o fim da escala 6x1 e criticar a oposição de Flávio à proposta trabalhista.

O voto feminino entrou no centro da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral desta quinta-feira, 3. Enquanto o candidato do PL abordou o recorde de feminicídios para criticar a segurança pública no atual governo, a campanha petista levou a primeira-dama Janja da Silva ao rádio para apresentar ações voltadas às mulheres.

Flávio afirmou que o Brasil registrou um número recorde de feminicídios em 2025 e classificou os crimes como "covardes". Apresentando-se como pai, marido e filho, prometeu dar atenção especial ao tema caso seja eleito presidente e declarou que os responsáveis por crimes contra mulheres devem "pagar pesadamente dentro da lei". Na sequência, o narrador do programa responsabilizou Lula e o PT pela situação da segurança pública.

A abordagem aprofundou a ofensiva de Flávio em busca do eleitorado feminino. Na estreia da propaganda no rádio, o senador havia adotado um tom familiar, com referências à mulher, Fernanda Bolsonaro, às filhas e à mãe, Michelle Bolsonaro. "Lá em casa, quem manda são elas", disse na ocasião. Desta vez, a campanha associou diretamente a violência contra a mulher ao discurso de endurecimento das políticas de segurança defendido pelo candidato.

No programa de Lula, Janja participou pela primeira vez dos blocos de rádio desta campanha. A primeira-dama, que já havia aparecido na estreia da propaganda televisiva, foi escalada para apresentar medidas do governo direcionadas às mulheres. A presença reforça a tentativa da campanha petista de vincular a candidatura à agenda de proteção e ampliação de direitos, enquanto Flávio procura explorar os índices de violência como uma fragilidade da atual gestão.

O Broadcast Político apurou, a partir dos mapas de mídia disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que a ofensiva de Flávio na área da segurança também se estendeu às inserções de 30 segundos. O senador teve dez spots previstos para esta quinta-feira, todos concentrados no tema. Em uma das peças, afirma que soberania também significa poder andar nas ruas e chegar em casa sem medo. Em outra, destaca sua atuação parlamentar na área e o papel de relator da proposta que acabou com a saída temporária de presos.

Lula teve 12 inserções previstas, todas relacionadas à proposta de acabar com a jornada de trabalho de seis dias por um de descanso, sem redução salarial. Parte dos spots defende a mudança como forma de ampliar o tempo do trabalhador com a família. As demais peças usam uma declaração de Flávio contrária à proposta para apresentar o adversário como opositor da medida.

Estadão
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