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Política

Valdemar decide falar em depoimento à PF sobre suposta tentativa de golpe de Estado

Expectativa era de que o comandante do PL repetisse estratégia do ex-presidente Bolsonaro e permanecesse em silêncio

22 fev 2024 - 17h41
(atualizado às 18h23)
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Resumo
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, decidiu falar à Polícia Federal durante a oitiva, enquanto que o ex-presidente Jair Bolsonaro optou por ficar em silêncio. Ambos estão investigados no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe de Estado.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Foto: Reprodução/Reuters

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu falar em seu depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 22. A expectativa era de que o comandante do partido repetisse a estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro e ficasse em silêncio durante a oitiva, porém, Valdemar decidiu colaborar com os investigadores. As informações são da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo

De acordo com aliados de Valdemar, ele chegou à PF disposto a falar com o objetivo de se diferenciar da postura dos demais investigados. O presidente do PL é investigado no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro também compareceu à sede da PF em Brasília nesta quinta para prestar depoimento, no entanto, o ex-mandatário optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

Além de Bolsonaro, outros investigados permaneceram em silêncio, como Augusto Heleno (ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional), Mário Fernandes (ex-chefe-substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Almir Garnier (ex-comandante da Marinha). 

Por estratégia da PF, todos os investigados tiveram que depor simultaneamente, evitando possíveis combinações de versões. Os depoimentos fazem parte da Operação Tempus Veritatis, deflagrada há duas semanas pela PF.

Segundo as investigações, Bolsonaro e seus aliados teriam se organizado para tentar um golpe de Estado, visando mantê-lo no poder e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: Redação Terra
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