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TSE determina retirada de áudio de Gayer sobre mesários do canal de WhatsApp Tropa do Flávio

Decisão foi submetida ao Plenário da Corte e prevê multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento; corregedor-geral eleitorar negou pedido de suspensão do canal

24 out 2026 - 08h15
(atualizado às 08h34)
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Resumo
O TSE determinou que a Meta remova, em até duas horas e sob pena de multa horária de R$ 100 mil, um áudio do canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro. Na gravação falsa, atribuída a Gustavo Gayer, mesários são acusados de fraudar votos para Lula. O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva atendeu parcialmente a uma ação da coligação petista, proibindo novas publicações do tema, mas negou o pedido de suspensão total do canal, alertando que a medida extrema poderá ser revista em caso de reincidência.

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira, 23, a retirada de conteúdo falso do canal de WhatsApp Tropa do Flávio, da campanha do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), mas negou pedido de suspensão do espaço de comunicação.

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A publicação trata de um áudio que acusa mesários de votar no lugar de eleitores ausentes. O corregedor deu prazo de duas horas para a Meta, responsável pelo WhatsApp, para a retirada do conteúdo, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento.

O áudio, atribuído ao senador eleito Gustavo Gayer (PL), foi publicado no canal na manhã de sexta e afirma que mesários estariam votando no lugar de eleitores ausentes no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mensagem convida os eleitores a fiscalizar as urnas e compartilhar a mensagem. O Estadão buscou a assessoria do parlamentar e o espaço segue aberto para manifestação.

"A publicação não apresenta apenas acusação generalizada e desacompanhada de elementos concretos de comprovação, mas reproduz narrativa já expressamente desmentida pela Justiça Eleitoral, mediante esclarecimentos sobre os procedimentos destinados a assegurar a regularidade da votação", escreve o ministro.

O deputado federal Gustavo Gayer, eleito senador por Goiás nas eleições de 2026
O deputado federal Gustavo Gayer, eleito senador por Goiás nas eleições de 2026
Foto: Vinícius Loures/Agência Câmara / Estadão

A decisão é resposta parcial à ação protocolada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula, contra a chapa de Flávio Bolsonaro. De acordo com o documento, a campanha alega uso indevido dos meios de comunicação social e abuso do poder econômico, mediante a disseminação coordenada de conteúdos desinformativos.

Cueva determina ainda a proibição da autorização e promoção da publicação ou republicação do áudio ou de conteúdo similar por parte dos administradores e representantes da campanha eleitoral, também, sob pena de multa de R$ 100 mil por publicação.

Além da derrubada do conteúdo, a campanha de Lula pediu também a suspensão do canal até a homologação do resultado do segundo turno, que ocorrerá no próximo domingo, 25 de outubro. Essa parte do pedido foi negada pelo corregedor-geral. Segundo ele, a derrubada total do canal é medida última reservada para hipóteses "em que a gravidade das circunstâncias concretamente demonstradas torne insuficientes providências menos restritivas."

No entanto, advertiu que, em caso de continuidade de condutas não permitidas, especialmente na divulgação de conteúdos contrários à integridade do processo eleitoral, essa medida pode ser reavaliada e a suspensão temporária decretada. A determinação foi submetida ao referendo do Plenário da Corte.

Estadão
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