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Política

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TSE cria equipe para proteger eleições de eventos climáticos extremos

Portaria publicada nesta quinta-feira, 20, institui sala para monitorar riscos climáticos e reduzir impactos no pleito

20 ago 2026 - 19h46
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Resumo
O TSE instituiu a Sala Nacional de Situação Climática para proteger as Eleições 2026 contra eventos meteorológicos e hidrológicos extremos. Em parceria com órgãos como Inmet, Inpe e Defesa Civil, o grupo monitorará previsões e desastres, mapeará seções vulneráveis e avaliará riscos logísticos para a votação e urnas eletrônicas. A equipe criará protocolos de contingência e atuará em regime ininterrupto durante as votações para garantir a segurança e a normalidade do pleito.

O Tribunal Superior Eleitoral publicou portaria nesta quinta-feira, 20, em que institui a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026. O objetivo é monitorar riscos e apoiar a preservação da normalidade, segurança e continuidade do processo eleitoral.

A portaria, assinada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, institucionaliza mecanismos de resiliência climática diante de eventos meteorológicos e hidrológicos extremos.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

De acordo com a portaria, a Sala terá seis atribuições principais. Entre elas estão o acompanhamento diário de previsões meteorológicas, o monitoramento de alertas hidrológicos e de desastres naturais, a integração de dados climáticos para mapear zonas críticas e a identificação de seções eleitorais localizadas em municípios vulneráveis.

O grupo também vai avaliar riscos logísticos que possam afetar locais de votação, a integridade das urnas eletrônicas, o transporte de materiais, o fornecimento de energia e a estabilidade das telecomunicações.

A estrutura ficará responsável por elaborar boletins técnicos, mapas de risco e relatórios de situação que vão subsidiar decisões do TSE.

Caberá ainda à Sala propor recomendações operacionais e protocolos de contingência para mitigar danos causados por eventos climáticos extremos. Por fim, o grupo vai apoiar a tomada de decisão da Presidência e da Diretoria-Geral do TSE em situações de crise ambiental.

A Sala será composta por membros do TSE de diferentes áreas, além de representantes de órgãos externos convidados a participar, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Segundo a portaria, a Sala funcionará em regime ordinário no Edifício Sede do TSE, em Brasília, durante o período preparatório das eleições. As atividades serão intensificadas a nas semanas que antecedem cada turno do pleito. O grupo também poderá ser acionado a qualquer momento diante de alertas críticos.

A atuação será ininterrupta a partir de 24 horas antes de cada turno, estendendo-se durante a realização das votações.

Estadão
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