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STF determina abertura de inquérito sobre ministro da Educação

Ministra Cármen Lúcia pediu investigação após as denúncias de tráfico de influência na pasta

24 mar 2022 19h41
| atualizado às 19h46
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Ministra Cármen Lúcia, do STF
01/02/2017
REUTERS/Adriano Machado
Ministra Cármen Lúcia, do STF 01/02/2017 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou abertura de inquérito criminal sobre o ministro da Educação, Milton Ribeiro. A decisão da magistrada foi divulgada nesta quinta-feira, 24, após o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Ribeiro é suspeito de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.

Ao autorizar a abertura de investigação, a ministra alegou que "a gravidade do quadro descrito é inconteste e não poderia deixar de ser objeto de investigação imediata, aprofundada e elucidativa sobre os fatos e suas consequências, incluídas as penais. Nos autos se dá notícia de fatos gravíssimos e agressivos à cidadania e à integridade das instituições republicanas que parecem configurar práticas delituosas", acrescentou a magistrada, segundo a Folha de S.Paulo.  

Cármen Lúcia deu prazo de máximo de 30 dias improrrogáveis, "salvo o caso de motivação específica e suficiente, para que a autoridade policial diligencie, pratique os atos e analise os dados obtidos".

O caso de intermediação de verbas públicas envolvendo o Ministéro da Educação foi revelado pelo Estadão. Numa conversa gravada, Ribeiro admitiu que prioriza o atendimento a prefeitos que chegam ao ministério por meio dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Fonte: Redação Terra
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