SP: três siglas brigam por PP, mas minimizam influência do apoio
A indefinição em relação ao apoio do PP aos pré-candidatos José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB), que sondaram a legenda atrás de apoio, não afeta negativamente a campanha de nenhum dos três nomes à prefeitura de São Paulo, garantem os três partidos envolvidos no impasse.
Apesar da indefinição em relação ao apoio pepista, membros das campanhas dos três pré-candidatos afirmam que os cerca de um minuto e meio ao qual o PP tem direito não terá grande influência para a campanha eleitoral.
Segundo a assessoria de Gabriel Chalita, contar com o apoio do PP seria positivo, mas não um diferencial. "Temos um tempo excelente para promover as ideias e propostas do Chalita. Nossa bancada é grande e nos garante por si só tempo necessário para que possamos fazer uma boa campanha, diferente do que ocorre com outros candidatos, que dependem mais de seus aliados", afirmou um membro da campanha de Chalita.
Já o vereador Antonio Donato (PT), coordenador da campanha de Fernando Haddad, enxerga como um diferencial o tempo de propaganda, por ser uma forma de apresentar o candidato ao público, mas acredita que o principal ganho ao trazer o PP para a chapa que tentará eleger o ex-ministro da Educação é o político. "Trazendo o PP para nossa aliança, criamos um cenário de isolamento político da situação, que tenta se manter, e fortalecemos a oposição ao trazer mais um partido para o lado dos que pretendem mudanças", afirmou.
A equipe de José Serra prefere aguardar um posicionamento definitivo do partido de Paulo Maluf para se pronunciar, mas afirmou que, mesmo que a legenda opte por apoiar Fernando Haddad, o que deixaria o petista com o maior tempo de propaganda de rádio e TV em São Paulo, a situação não será preocupante. "Tempo a mais sempre traz vantagens, gostaríamos de poder contar com o PP, mas a diferença é pequena, e não preocupa", afirmou um membro da campanha de José Serra.