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Política

Saiba em que ordem os ministros do STF vão votar no julgamento de Bolsonaro

Condenação ou absolvição será decidida pelo voto da maioria - ou seja, 3 dos 5 ministros

1 set 2025 - 04h59
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Resumo
O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados serão julgados pela Primeira Turma do STF, começando com o voto do relator Alexandre de Moraes, e a decisão dependerá da maioria dos cinco ministros.
Na foto, da esquerda para a direita, estão os cinco ministros do STF que integram a Primeira Turma: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia
Na foto, da esquerda para a direita, estão os cinco ministros do STF que integram a Primeira Turma: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia
Foto: Divulgação/STF

Há uma ordem certa de votação dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados são réus pela trama golpista após a eleição presidencial de 2022. O julgamento começa na terça-feira, 2.

Integram a Primeira Turma do STF: 

  • Cristiano Zanin (Presidente do colegiado)
  • Alexandre de Moraes (Relator do caso)
  • Flávio Dino
  • Cármen Lúcia
  • Luiz Fux

Ordem de votação

O primeiro a apresentar seu voto é o relator da ação, ministro Alexandre de Moraes.

Em seu voto, ele analisará as questões preliminares apresentadas pelas defesas, como:

  • pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid;
  • alegadas cerceamentos de defesa;
  • impugnações à competência do STF para processar o caso;
  • e requerimentos de absolvição.

O relator poderá submeter essas questões a seu colegas de Turma ou optar por apreciá-las em conjunto com o mérito.

Posteriormente, Moraes votará o mérito da ação, definindo seu posicionamento sobre a condenação ou absolvição de cada réu e sobre o tempo de pena deles.

Outros votos

Após Moraes, votam nesta sequência: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin, presidente da Turma.

A condenação ou absolvição será decidida pelo voto da maioria, ou seja, 3 dos 5 ministros.

São reus do núcleo crucial:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem - ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno - ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira - ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto - ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator. 

O julgamento pode ser interrompido se algum ministro pedir vista, ou seja, mais tempo para análise. Neste caso, o processo terá que ser retomado em até 90 dias.

Em caso de condenação, a prisão não será automática. Ela só ocorrerá após o julgamento de todos os recursos possíveis.

Fonte: Redação Terra
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