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Política

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Cotado para Presidência, Tarcísio defende redução de número de ministérios

Governador de SP já modula o discurso e admite disputar o Planalto nas eleições de 2026

25 ago 2025 - 11h28
(atualizado às 12h44)
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Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo,
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo,
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira, 25, que a Presidência da República precisa diminuir o número de ministérios. E como exemplo, o governador citou o governo argentino de Javier Milei, que promoveu cortes de despesas públicas na Argentina.

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Tarcísio, que participou nesta manhã do Seminário Brasil Hoje, promovido na capital paulista pelo Grupo Esfera Brasil, voltou a falar que é preciso enfrentar a questão fiscal: "Temos de encarar a agenda fiscal e há excelentes nomes para o Ministério da Fazenda. Temos que reduzir a rigidez orçamentária. Devemos discutir desindexação da economia e benefícios tributários".

Para Tarcísio, a redução da máquina pública é importante e é o Congresso quem poder dar essa resposta, acrescentando que é importante defender as reformas trabalhistas, tributária e da Previdência. "Queremos ser sempre o País do futuro? É preciso que haja uma liderança forte. É importante recuperar a harmonia entre os poderes e um Congresso protagonista", disse o governador. Segundo ele, é preciso ver o que a China e a Coreia do Sul fizeram nos últimos anos e de onde estes dois países saíram e onde chegaram, em termos de crescimento.

Ainda, de acordo com o governador, o Brasil está inserido em um conflito entre passado e futuro e é preciso escolher se o País quer continuar nesse conflito. Tarcísio, cotado para disputar a Presidência em 2026, já modula o discurso e admite disputar o Planalto.

Tarcísio disse ainda que é preciso trazer para o debate os conceitos da tecnologia e do conhecimento, que vão impulsionar o capitalismo. De acordo com o governador, o mundo vive um cenário em que a geopolítica está substituindo a economia.

Sobre o modelo de presidente que o Brasil precisa para atingir as metas que ele, Tarcísio, acredita que devem gerar crescimento no Brasil, o governador citou Juscelino Kubitschek como exemplo.

'Diplomacia brasileira sempre foi reconhecida, e decidimos deixar isso de lado'

Ao defender a negociação do governo brasileiro com o americano liderado por Donald Trump para resolver a questão do tarifaço, Tarcísio disse que a diplomacia brasileira, que sempre foi muito respeitada, foi deixada de lado.

"A diplomacia brasileira sempre foi reconhecida e decidimos deixar isso de lado", disse, ao participar nesta manhã de evento do Grupo Esfera Brasil.

Para o governador, a questão não é tarifa. É de investimentos. "Nos afastamos de discussões sobre a OCDE. Falta visão de futuro e liderança para tirar proveito. Pensar só em eleição gera atraso", disse o governador.

Ao discorrer sobre os programas sociais, Tarcísio disse que eles "são relevantes, mas que podem proporcionar o que as pessoas querem".

Estadão
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