Ronaldo Caiado descarta compor com Flávio Bolsonaro e diz que PSD garantiu candidatura
Governador de Goiás afirmou que filiação ao partido previa que a sigla estaria na disputa ao Planalto e nega especulações sobre eventual aliança com o senador
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que sua filiação ao partido foi condicionada à garantia de que a sigla iria disputar a Presidência da República. "Se vim para o PSD, foi dada a palavra de que teria candidatura", disse, ao afastar a possibilidade de abrir mão da corrida eleitoral. As declarações foram feitas nesta segunda-feira, 30, durante evento de lançamento de sua pré-candidatura, em São Paulo.
A fala ocorre em meio a especulações sobre rearranjos no campo da direita, incluindo a possibilidade de o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, deixar o Novo para se filiar ao PSD e compor como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caiado respondeu ao ser questionado sobre a hipótese de, mais adiante, desistir da candidatura para assumir o posto de vice.
Caiado deixou o União Brasil após avaliar que sua candidatura presidencial estava inviabilizada dentro da sigla e se filiou ao PSD em março deste ano.
Ratinho Jr., que era considerado favorito do presidente da legenda, Gilberto Kassab, desistiu da disputa após refletir com a família e avaliar dificuldades políticas e pessoais, incluindo a condução de sua sucessão no Paraná. Interlocutores relatam que o governador já vinha sinalizando dúvidas desde o fim do ano passado, em reuniões com Kassab.
Com a saída do paranaense, dirigentes do PSD passaram a avaliar que seria difícil contornar a candidatura de Caiado, sobretudo após sua filiação à sigla, oficializada em março.
Pesaram a favor de Caiado a trajetória política, a experiência no Executivo e no Legislativo e a associação a pautas como segurança pública e agronegócio. Integrantes do conselho político da sigla também destacam que o governador não pretende disputar outro cargo, como o Senado, e tem direcionado sua movimentação exclusivamente ao Planalto.
O próprio Caiado chegou a afirmar à reportagem que "não estaria fazendo tudo isso" se sua intenção não fosse disputar a Presidência. Ele chegou a trocar de partido (ele era filiado ao União Brasil) para se viabilizar.