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Política

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Renan Santos: 'Vamos ingressar com pedido de impeachment contra Toffoli e Moraes'

Candidato disse que 'Alexandre de Moraes está envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master

1 set 2026 - 18h07
(atualizado às 19h46)
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Resumo
O candidato à Presidência Renan Santos anunciou que pedirá o impeachment dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Santos acusa Moraes de envolvimento em escândalo com o Banco Master e Toffoli de interferência eleitoral. O anúncio ocorre após Toffoli suspender temporariamente sua campanha digital e participação em debates por omissão de dados de redes sociais, decisão que acabou sendo revertida pelo próprio magistrado após a defesa regularizar as informações requeridas.

O candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), disse há pouco que vai ingressar com um pedido de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 1º, o presidenciável afirmou que "Alexandre de Moraes está envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master", fazendo referência às recentes revelações que mostraram que o ministro se encontrou com o dono do banco, Daniel Vorcaro, um dia antes da prisão do banqueiro. Além disso, mostrou também que o magistrado editou o contrato de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com Vorcaro. Segundo Santos, o pedido de impeachment será apresentado durante uma manifestação que ele irá participar na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira, às 18h30.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Diante disso, o candidato afirmou que sua equipe não irá se reunir com Toffoli para despachar sobre o processo do registro de candidatura. Uma decisão de Toffoli, revertida há pouco, suspendia a realização de propaganda eleitoral digital e impedia o candidato de participar de debates e sabatinas, além de ter determinado que provedores de internet suspendessem os perfis de Santos.

A decisão foi revertida há pouco pelo próprio ministro, depois da defesa do candidato ter apresentado um relatório com as informações requeridas e pedido a reconsideração. Segundo o Toffoli, Santos deixou de comunicar no tempo hábil todas as contas que mantém em redes sociais, o que poderia configurar como omissão de dados. Segundo a decisão, 16 perfis em redes sociais foram informados 12 dias após o requerimento do registro da candidatura.

O candidato, minutos antes da reversão, afirmou aos jornalistas que estava sendo prejudicado pela suspensão de sua participação em sabatinas e que o tempo corria contra. Afirmou, ainda, que Toffoli estaria interferindo nas eleições. "Todo mundo sabe que há um campo de batalha sendo traçado dentro do STF. Há duas alas em conflito, em disputa mortal dentro do STF. Todo mundo sabe que essas eleições serão determinadas, em grande medida, pela luta de dois grupos, e Dias Toffoli claramente pertence a um dos grupos", disse. Ele havia ameaçado participar de podcasts e televisão, antes da decisão ser revertida.

Estadão
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