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Política

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Renan Santos elogia Mendonça por afastar diretor da PF e diz que Toffoli e Moraes são 'ilegítimos'

Candidato disse que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, 'vorcarizou'; Questionado em sabatina sobre diversidade no STF, candidato afirmou que 'isso é uma besteira' e 'perda de tempo'

8 set 2026 - 09h03
(atualizado às 09h41)
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Resumo
O candidato à presidência Renan Santos (Missão) defendeu o confronto com o STF, chamou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli de "ilegítimos" e apoiou seus impeachments, além de elogiar o afastamento do diretor da PF por André Mendonça. Em sabatina, ele propôs reformar a Corte, defendeu que o Brasil tenha armas nucleares e classificou o governo Bolsonaro como um "surto coletivo". Na economia, prometeu privatizar estatais como os Correios, mas manter estratégicas como a Petrobras e a Embrapa.

SÃO PAULO - O candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos, voltou a defender a necessidade de um enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli são "ilegítimos" e elogiou André Mendonça pelo afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. As declarações foram feitas durante sabatina da Jovem Pan nesta terça-feira, 8.

Nas palavras do candidato, Mendonça "fez bem", porque, "Andrei 'vorcarizou', como muitos". "Agora é mais um elemento numa guerra institucional que está acontecendo. Vamos ver como o outro lado reage", acrescentou.

Renan Santos em ato de 7 de setembro, em São Paulo.
Renan Santos em ato de 7 de setembro, em São Paulo.
Foto: Reprodução/Rede Social / Estadão

"Eu acho que infelizmente, o próximo presidente vai ter que ir para o enfrentamento com o STF. Se o STF mantiver a composição atual com o Dias Toffoli e com o Alexandre de Moraes, isso significa que a crise foi mantida e jogada para o próximo mandato", disse.

O presidenciável defendeu que o Senado Federal deve ser ativado para que ande com impeachment de ministros do Supremo. "Eu não vou reconhecer eleições que venham do Alexandre de Moraes e do Dias Toffoli. Esses dois são ministros ilegítimos, eles estão ocupando uma posição ilegítima no STF. Eles operaram em favor de um banco corrupto que comprou a República", disse.

O próximo presidente terá direito a realizar indicações ao STF. Ao ser questionado sobre quem indicaria, o candidato afirmou que chamaria para a Corte alguém que não defende nenhuma inovação sobre o que foi definido pelo Congresso Nacional, ninguém que tenha "bancas de negócios escusos", pessoas duras contra o crime organizado e alguém que defenda uma reforma profunda na Corte.

"Essa reforma tem que incluir fim de escritório de advocacia ligado aos parentes e amigos de ministro do STF, fim de decisões monocráticas, retirar do STF a prerrogativa de julgar casos que peguem senadores e deputados", disse. Ao ser questionado sobre diversidade no STF, o candidato afirmou que "isso é uma besteira" e "perda de tempo".

Candidato promete privatizar Correios, mas não Petrobras

Renan Santos discutiu também privatizações durante a sabatina desta terça-feira. Ele afirmou que pretende privatizar os Correios e empresas que considera "inúteis".

No entanto, ele afirma que deve manter estatais "estratégicas", citando exemplos como a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Empresas que são estratégicas pro Brasil, em setores estratégicos, eu vou manter, porque são questões de geopolítica e de sobrevivência".

"A Embrapa, como estatal, entregou para o Brasil demais. A Embrapa e o complexo de universidades nossas ligadas à parte agrária. Vou dar um exemplo, a ESALQ aqui em São Paulo, a Viçosa em Minas Gerais, e mais a própria Embrapa, elas criaram um complexo de conhecimento e mão de obra que permitiu o crescimento da agricultura brasileira", disse.

Governo Bolsonaro foi 'surto coletivo'

O candidato criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL). "Nós vivemos um surto coletivo naquele período", disse, ao se referir a episódios como quando o ex-presidente afirmou que era "imbroxável". "A turma do Jair Bolsonaro no governo anterior defendeu um monte de maluquice. Um monte de senhores que acreditaram naquelas maluquices, acreditaram e terminaram na cadeia", afirmou.

Armas nucleares

O presidenciável voltou a defender a política de armas nucleares no Brasil e que isso deve ser feito por meio de mudança Constitucional. "Como eu acho que esse é um tema que não vai ser tratado no primeiro mandato meu, nem de qualquer presidente que queira fazer isso, a gente está falando um horizonte para além de oito anos", disse.

Estadão
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