Renan Santos diz em debate que não quer voto de quem apoia Lula, com exceção do Bolsa Família
Durante debate presidencial, Renan Santos (Missão) declarou rejeitar votos de apoiadores do presidente Lula, abrindo exceção apenas para beneficiários do Bolsa Família. O candidato também se posicionou contra a PEC que propõe o fim da escala 6x1 sem redução salarial, defendendo uma reforma trabalhista com contratações por hora. Em resposta, Augusto Cury (Avante) alertou para os altos índices de burnout no país e defendeu adaptações na lei para trabalhadores e empresários.
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou neste domingo, 23, durante o debate Band/Estadão, não querer o voto de parte do eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Tirando algum pedaço do eleitorado de Lula, que é aquele eleitor que está no Bolsa Família, e que ainda acredita que o Lula é a única fonte de comida dele, de maneira errônea, o eleitor restante, que apoia esse cara, está sendo canalha, canalha. Está rifando o nosso futuro e eu não quero o voto dele", afirmou Santos.
Reforma trabalhista
No mesmo debate, ele disse que não é possível que se trabalhe menos, sem alteração de salário, como propõe a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala de trabalho 6x1. "Vamos fazer reforma trabalhista que permita contratação por hora", comentou.
Em sua visão, isso pode aumentar a remuneração do trabalhador.
Em comentário à resposta de Renan Santos, o candidato do Avante, Augusto Cury, citou o alto nível de burnout na população brasileira e disse que é preciso adaptar a legislação para trabalhadores e empresários.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.