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Política

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Renan Santos ataca Lula e Flávio, chama Moro de 'vassalo' e promete 'matar quem roubar'

Candidato do Missão ironizou governadores, sugeriu permitir que professores 'punam' alunos 'rebeldes' e estabeleceu como meta a redução do número de homicídios para menos de 10 mil ao ano

1 ago 2026 - 18h52
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O candidato a presidente Renan Santos (Missão) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante o lançamento de sua campanha à Presidência, mas rejeitou os rótulos de "antipetista" e de "terceira via". Na área de segurança pública, Renan prometeu "matar quem roubar". A pena de morte é proibida no Brasil para crimes comuns e não pode ser alterada nem mesmo por emenda constitucional.

Renan disse que Flávio Bolsonaro é "farsante, fraco e corrompido" e, ao fim do seu discurso o chamou também de "mongoloide". A Lula, direcionou a alcunha de "cachaceiro senil", e depois pediu ao público "perdão pelos insultos proferidos na campanha".

Também criticou o que chamou de "governadores que nunca tiveram postura de líder" e o senador Sérgio Moro (União Brasil), a quem chamou de "vassalo". Para Renan, o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) "aceitou ser um escravo daqueles que destruíram sua maior obra, que foi a Lava Jato".

Renan Santos discursa em ato de lançamento de campanha.
Renan Santos discursa em ato de lançamento de campanha.
Foto: Partido Missão via YouTube / Estadão

Renan Santos é candidato a presidente em chapa com Aroldo Medina. O tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul foi o primeiro a discursar no evento. O candidato a vice comparou Lula e Flávio Bolsonaro a "vassouras velhas", que não funcionam bem, e afirmou que, uma vez eleito, Renan vai "limpar o Brasil".

O candidato à Presidência ainda estabeleceu como meta a redução do número de homicídios para menos de 10 mil ao ano, prometeu realizar um ajuste fiscal e proteger a venda de terras raras, e defendeu que professores possam "punir alunos rebeldes".

O candidato do Missão registrou 7,8% das intenções de voto na última pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na quarta-feira, 29, na terceira posição atrás de Lula, com 49,2% e Flávio, com 42,9%.

Ato marcado por ingressos e venda de suvenires

O evento do Missão foi marcado pela venda de suvenires como forma de arrecadação de recursos para a campanha dos candidatos da sigla.

Os ingressos mais básicos para o ato, que ocorreu no Komplexo Tempo, centro de convenções na Mooca, zona leste de São Paulo, foram vendidos a R$ 94, enquanto outras categorias saíram por até R$ 7 mil, incluindo, além da entrada no evento, acesso a um mezanino com visão privilegiada, "open bar" e um almoço com lideranças da legenda.

Os suvenires vendidos variaram de itens de moda a pelúcias de onça, mascote da legenda. Além disso, também foi anunciada uma edição "de luxo" do Livro Amarelo, obra que reúne o ideário do partido e serviu de base para o plano de governo de Renan Santos. A versão mais cara do livro, como parte de um 'kit para patronos', foi a R$ 7 mil.

Estadão
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