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Política

Relembre as vezes em que políticos brasileiros foram alvos de atentados como o de Donald Trump

História da política brasileira também é composta por atentados malsucedidos contra Jair Bolsonaro, José Sarney, Carlos Lacerda e o imperador d.Pedro II; veja como foram os casos

14 jul 2024 - 12h09
(atualizado às 14h32)
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BRASÍLIA - Um atentado neste sábado, 14, feriu o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com um disparo de arma de fogo na orelha direita. Esse é mais um caso de violência política no território americano, que já teve quatro presidentes assassinados no exercício do cargo. No Brasil, a história do poder também é marcada por ataques contra políticos - muitos deles malsucedidos, como foi o de Trump.

Armado com um revólver calibre 38 e mais de 90 munições na bagagem, o maranhense Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, iniciou o sequestro que durou nove horas. O desenlace do incidente foi recentemente representado no filme "O Sequestro do Voo 375?, que estreou nos cinemas em dezembro do ano passado.

No episódio, Lacerda foi atingido com um tiro no pé e um major da Aeronáutica de 32 anos, Rubens Vaz, foi morto com dois disparos. Por conta da morte do militar, foi aberto um inquérito policial militar (IPM) que determinou que o mandante do crime foi Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial de Getúlio.

Após o crime, Lacerda, os militares e setores da opinião pública fizeram pressão para que Getúlio renunciasse ao cargo. A crise política deflagrada pelo atentado arrefeceu apenas após a posse de Juscelino Kubitschek, em janeiro de 1956.

Primeiro presidente paulista é vítima de atentado que matou ministro

O presidente Prudente de Morais, primeiro chefe do Executivo civil e paulista, quase foi assassinado no exercício do seu cargo. O episódio se deu em 5 de novembro de 1897, quando ele recebia no Rio os soldados que retornavam da Guerra de Canudos.

Durante a solenidade, um militar chamado Marcelino Bispo de Melo apontou uma garrucha em direção a Prudente. O ministro da Guerra (atual Ministério da Defesa) Carlos Machado de Bittencourt se prostrou na frente da arma, e foi apunhalado diversas vezes, não resistindo aos ferimentos.

O vice-presidente do País à época, Manuel Victorino, chegou a ser processado como suposto mandante do assassinato de Prudente. Mas, por falta de provas, ele foi absolvido. Apesar disso, a carreira política de Victorino acabou prejudicada pelo episódio.

Imperador d.Pedro II quase foi assassinado meses antes da Proclamação da República

Em meio à crise política que deflagrou a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o imperador d.Pedro II quase foi morto em um atentado a tiros no Rio.

Há quase 95 anos, a Revolução de 1930 foi deflagrada por Getúlio Vargas e seus aliados após o assassinado do então candidato a vice-presidente da Aliança Liberal (AL) e ex-governador da Paraíba João Pessoa. Beirando a marca de um século após o crime, ainda discute-se se o episódio, sucedido no Recife, foi um crime passional ou um atentado com razões políticas.

Em dezembro de 1963, o senador Arnon de Mello (PDC-AL) iniciou um tiroteio dentro do plenário do Senado na intenção de matar o colega Silvestre Péricles (PTB-AL), rival político dele no Estado. A troca de tiros acabou vitimando o suplente José Kairala (PSD-AC). Arnon é pai do ex-presidente Fernando Collor (PRD), que governou o País entre 1990 e 1992.

No dia 16 de dezembro de 1998, a deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL) foi executada a mando de Talvane Albuquerque (PFL), colega dela na Câmara dos Deputados que precisava da imunidade parlamentar para driblar processos judiciais, mas que amargou a suplência nas eleições daquele ano. Em 2012, Talvane foi condenado a 103 anos de prisão. Em 2021, ele ganhou direito ao regime semiaberto. Ceci é mãe do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL).

Estadão
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