Quem é amigo de um presidente é o povo, não o Vorcaro, diz Lula
Em visita a obras no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que o chefe do Executivo deve governar para o povo, e não para banqueiros como Daniel Vorcaro, em crítica indireta à relação de Flávio Bolsonaro com o empresário. Lula defendeu que sua gestão atendeu a 95% dos prefeitos sem distinção partidária, priorizando benefícios à população em vez de alianças pessoais. Ele também lamentou a falta de reconhecimento de gestores municipais sobre obras custeadas pelo governo federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira, 24, que o presidente da República tem que ser amigo do "povo, não do Daniel Vorcaro". Foi um ataque ao senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula. Em conversas com Vorcaro, Flávio chegou a chamar o banqueiro de "irmão".
A declaração foi dada em visita a obras na BR-116, no Rio de Janeiro, ao lado do governador interino, Ricardo Couto. Lula dizia que teve como praxe em seu governo atender pedidos de todos os prefeitos, independente do partido ao qual eles eram filiados.
"Qualquer benefício tem que ser em prol do povo, não dos amigos. Quem é amigo do presidente é o povo, não o Vorcaro, o dono do Banco Master", afirmou.
"Quando a gente governa e tem o mínimo de decência, não governamos para o prefeito, mas para o povo. Nunca perguntei de que partido é o prefeito. O que me interessa é saber se o projeto é importante e se vai trazer benefício para a população", afirmou.
Lula disse que seu governo atendeu "95% de todos os prefeitos deste País com alguma obra do PAC ou com algum equipamento médico, ambulância ou qualquer outro tipo de coisa". Afirmou, também, que "o que é cultura neste País é governar para os amigos".
O presidente reclamou de prefeitos que não divulgam investimentos feitos pelo governo federal a nível municipal.
"Muitas vezes o presidente faz investimentos nas cidades e nunca os prefeitos dizem que a obra é do governo federal. Não colocam propaganda do governo, não falam o nome do governo. É como se fossem deles as obras", disse.
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