Haddad diz que nacionalização da campanha prejudica disputa em SP
Em sabatina, Fernando Haddad afirmou que o excesso de nacionalização da campanha prejudica a disputa ao governo de São Paulo ao desviar o foco de problemas estaduais, como saúde e segurança. Atrás de Tarcísio de Freitas nas pesquisas, o petista declarou que crises no STF e escândalos nacionais ofuscam o debate local. Ele também apontou desvantagens pelo menor tempo de TV e criticou a ausência do adversário em debates, o que limita o confronto direto de propostas para os paulistas.
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira, 24, que o "excesso de nacionalização" da campanha tem prejudicado a disputa estadual ao reduzir o espaço para o debate sobre problemas de São Paulo. A confirmação foi dada durante sabatina do Metrópoles, ao ser questionado sobre sua dificuldade de avançar nas pesquisas contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo Haddad, temas nacionais têm concentrado a atenção do eleitorado nesta reta final da campanha. "Os temas que estão chamando atenção no Brasil não são os temas estaduais", afirmou.
O petista afirmou que assuntos nacionais têm tomado espaço do debate estadual e citou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações em andamento e episódios envolvendo Flávio Bolsonaro. "Eu acho que tudo tá muito contaminado por esse debate", disse.
"O Brasil inteiro está discutindo a crise do Supremo", afirmou Haddad, antes de citar uma série de investigações e acusações envolvendo Flávio. Questionado se essa nacionalização prejudicava sua campanha em São Paulo, respondeu: "Prejudica porque acaba sobrando menos tempo".
Na sequência, o candidato afirmou que dispõe de menos tempo de televisão do que Tarcísio e criticou o governador por não participar, segundo ele, de sabatinas, debates e entrevistas. Haddad também passou a citar temas que considera pouco discutidos na campanha estadual, como segurança pública, educação, violência contra a mulher e saúde.
A dificuldade mencionada na pergunta ocorre em um momento em que levantamentos recentes mostram Tarcísio à frente de Haddad em São Paulo.
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