PT protocola ação na Justiça contra Flávio Bolsonaro por declarações sobre urnas a embaixadores
Senador voltou a levantar questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas ao relacionar o modelo adotado no Brasil a alegações de fraudes em eleições na Venezuela
O PT protocolou nesta quarta-feira, 22, uma representação contra o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por declarações sobre o sistema eleitoral brasileiro feitas durante um encontro com embaixadores estrangeiros.
A iniciativa ocorre após a participação de Flávio em um evento promovido pela consultoria Novo Selo e pelo portal Brazilian Report. Na ocasião, o senador voltou a levantar questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas ao relacionar o modelo adotado no Brasil a alegações de fraudes em eleições na Venezuela.
Durante a reunião, Flávio afirmou que haveria um relatório da CIA apontando suspeitas sobre o sistema eletrônico venezuelano e sugeriu que o caso teria relação com o modelo brasileiro. Também declarou que as urnas utilizadas nas eleições no País teriam a mesma origem das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.
De acordo com o TSE, as urnas eletrônicas brasileiras são desenvolvidas e utilizadas sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, sem qualquer vínculo com a Smartmatic.
Na ação, que também é assinada por PCdoB e PV, o PT argumenta que Flávio divulgou fato sabidamente inverídico, já que o documento da CIA sobre a Smartmatic trata apenas da atuação da empresa na Venezuela.
"Não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro. O documento estadunidense e suas conclusões, sejam lá quais forem, não dizem respeito ao Brasil em nenhum aspecto, porém, essa circunstância é deliberadamente omitida ou descontextualizada", afirmam os partidos na representação protocolada no TSE.
Eles pedem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determine, de forma liminar, a remoção de publicações sobre o tema feitas por Eduardo Bolsonaro (PL) e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).
Também solicitam que, juntamente com Flávio, eles sejam proibidos de propagar a associação entre a Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras e arquem com multa de R$ 30 mil cada ao final do processo.
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