Em evento com Lula, CEO de conglomerado automotivo faz comentário xenofóbico após microfone falhar: ‘Deve ser de origem asiática’
Reunião foi transmitida nesta quarta-feira, 22; Lula, que estava ao lado, não reagiu ao comentário que foi feito em tom de brincadeira
O italiano Antonio Filosa, CEO global do conglomerado automotivo Stellantis, fez um comentário xenofóbico durante reunião com o presidente Lula nesta quarta-feira, 22. O que aconteceu foi que o microfone que ele estava usando falhou e, ao conseguir falar, disparou: “Deve ser de origem asiática a bateria [do microfone]”. Sentados na mesma mesa, o vice-presidente Geraldo Alckmin riu e Lula não reagiu ao comentário.
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O comentário alfineta a aproximação do governo Lula com montadoras asiáticas que fabricam carros elétricos e híbridos. A movimentação gira em torno de uma estratégia de transição energética e reindustrialização sustentável.
Na reunião, o representante da Stellantis falou sobre os investimentos previstos ao Brasil. Estão sendo investidos R$ 30 milhões do ano de 2025 a 2030, gerando produtos e tecnologias novas. Além disso, no ano passado, afirma que a multinacional gerou 35 mil empregos nas fábricas brasileiras e cerca de 350 mil na cadeia de fornecimento. Esse ano o compromisso é abrir 2 mil novas oportunidades de emprego nas fábricas e 20 mil na cadeia de fornecimento.
A empresa foi criada em janeiro de 2021 a partir da fusão de 50% entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (Peugeot-Citroën). Assim, a Stellantis reúne marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati. Todo aço, plástico e parte química dos carros fabricados vem do Brasil, como explicou o italiano.
No final da reunião, sem tocar no assunto do comentário sobre ‘produtos asiáticos’, Lula disse estar realizado com o que está acontecendo com a indústria automobilística no Brasil. “Eu sei que ainda tem problemas, mas o que é importante é saber que esse ano a gente vai voltar a emplacar 3 milhões de veículos nesse país”, afirmou.
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