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Política

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PT assina CPI para investigar lobista e pede comissão para apurar elo de Flávio com Master e INSS

Petistas dizem querer apurar caso que envolve Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, filho do presidente

19 out 2026 - 19h47
(atualizado às 20h15)
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Resumo
A bancada do PT no Congresso apoiou o pedido de abertura de CPMI para investigar a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís, filho de Lula, demonstrando que o governo não teme apurações. Em contrapartida, o partido articulou outra comissão para investigar supostos elos de Flávio Bolsonaro com o Banco Master e desvios no INSS. A manobra visa pressionar a oposição, enquanto a campanha petista foca em temas de corrupção e cobra a quebra de sigilo do senador, alvo de novo inquérito da Polícia Federal.

BRASÍLIA- A liderança do PT no Senado orientou parlamentares a assinarem pediro de abertura de CPMI para investigar a lobista Roberta Luchsinger e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, o Lulinha. Em contrapartida, a bancada do partido no Congresso desafiou a oposição e solicitou a abertura de uma comissão para investigar as responsabilidades de Flávio Bolsonaro nos casos Master e nos desvios do INSS.

Até o momento, pelo menos sete senadores do PT já assinaram o requerimento de CPMI de Luchsinger e Lulinha, de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), incluindo o líder da sigla no Senado, Camilo Santana, e a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE).

Senadores do PT assinam CPI para investigar a lobista Roberta Luchsinger
Senadores do PT assinam CPI para investigar a lobista Roberta Luchsinger
Foto: Reprodução/CNN / Estadão

O pedido de investigação relacionado a Flávio já foi endossado por quatro senadores do partido até agora.

O requerimento da CPMI pretende apurar a transação de US$ 24 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vocaro, ex-controlador do Banco Master e as relações financeiras entre o senador e o advogado Willer Tomaz. O Estadão revelou neste domingo, 18, que a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo inquérito contra Flávio. Após análise da quebra de sigilo da nuvem do celular de Willer, os investigadores identificaram vínculos entre o advogado e o senador Flávio Bolsonaro, que tem foro privilegiado.

"A tramitação de inquéritos no Supremo Tribunal Federal não impede a investigação parlamentar, dada a independência das instâncias. A comissão parlamentar de inquérito destinase a esclarecer fatos de interesse público, subsidiar a atividade legislativa e fiscalizatória do Congresso Nacional e encaminhar suas conclusões ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes", diz o requerimento, assinado por Camilo Santana e o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC).

A estratégia do governo é mostrar que o presidente não tem nada a temer no que diz respeito ao caso envolvendo Luchsinger. E emparedar a oposição, caso os parlamentares apoiadores de Flávio se neguem a assinar o requerimento para investigar o senador.

A campanha do presidente tem apostado em contraatacar o candidato do PL em temas relacionados à corrupção. No último domingo, durante debate da TV Bandeirantes/ Estadão, Lula desafiou Flávio a quebrar seu sigilo telefônico e bancário. Até o momento, no entanto, o senador não aceitou o desafio.

Nesta segunda-feira, 19, o senador Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha petista, afirmou que o time de Lula vai protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de abertura de sigilo e incluirá membros da família.

O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que protocolou ofícios à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a proteção de Luchsinger e também disse que irá pedir a convocação do ministro da Justiça, Wellington César, à Comissão de Segurança Pública para prestar esclarecimentos.

Estadão
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