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PSOL vai pedir a Toffoli que caso Marielle fique no MP-RJ

Para o presidente da legenda, Juliano Medeiros, a transferência do caso para o STF poderia retardar as investigações

30 out 2019
14h11
atualizado às 14h58
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A direção do PSOL vai pedir ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que o inquérito sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, permaneçam com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo o presidente da legenda, Juliano Medeiros, a transferência do caso para o STF poderia retardar as investigações.

"Foi o MP-RJ que chegou até este ponto. Não faz sentido nenhuma medida que possa levar a um retrocesso", disse Medeiros.

Presidente do STF, Dias Toffoli, durante sessão da corte em Brasília
17/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Presidente do STF, Dias Toffoli, durante sessão da corte em Brasília 17/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A bancada do PSOL na Câmara pediu uma audiência com Toffoli para tratar do assunto. Segundo Medeiros, o partido também vai pedir ao STF que se mantenha atento quanto à possibilidade de interferências na investigação por parte do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

"Bolsonaro já demonstrou que tem disposição de interferir em investigações que envolvam seus filhos", afirmou.

De acordo com ele, o PSOL não consultou a família de Marielle antes de tomar a decisão. Parte dos parentes da vereadora assassinada em março do ano passado defende a federalização do caso. A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge recomendou a federalização pouco antes de deixar o cargo.

Segundo a direção do PSOL, não existem evidências da participação direta do presidente no crime.

Além da conversa com Toffoli, o PSOL articula com movimentos sociais a realização de manifestações de rua em defesa do esclarecimento do crime contra Marielle ainda nesta semana.

"Este é mais um episódio que aprofunda a crise que estamos vivendo. Torcemos para que o Brasil vire um Chile", disse Medeiros, em referência às manifestações de rua no país vizinho que já duram 12 dias.

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Estadão
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