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Procuradoria pede prisão preventiva de 10 deputados do Rio

Caso o pedido seja aceito, os políticos, que já estão presos, não teriam data para serem soltos

12 nov 2018
22h19
atualizado em 13/11/2018 às 07h49
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O Ministério Público Federal requereu ao Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) prisão preventiva de dez deputados estaduais investigados na Operação Furna da Onça, deflagrada no dia 8. Os dez parlamentares estão presos em regime temporário. O argumento dos procuradores é "a necessidade de preservação da aplicação da lei penal e da garantia da ordem pública, considerando os graves crimes praticados e as tentativas de destruir provas".

A Operação Furna da Onça é uma investigação sobre suposto "mensalinho" aos parlamentares do Rio no governo Sérgio Cabral. Em troca da propina permanente, incluindo "prêmios" que oscilavam de R$ 30 mil a R$ 900 mil, os parlamentares patrocinavam interesses do grupo do emedebista na Assembleia. De acordo com a apuração, o "mensalinho" era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais, alguns ligados ao Detran-RJ.

Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Foto: Zô Guimarães/Alerj/Divulgação / Estadão Conteúdo

Na avaliação do Ministério Público Federal na 2.ª Região (RJ/ES), a prisão preventiva de 18 dos 22 alvos é "a medida mais eficaz para impedir prejuízos à investigação conduzida com a Polícia Federal e Receita Federal".

A Procuradoria aponta indícios de que alguns investigados tiveram acesso a informações da Operação Furna de Onça antes de sua deflagração, o que provocou "perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão considerados úteis para o melhor andamento das investigações".

A volta ao exercício do cargo de deputados estaduais ou de outras funções públicas é considerada pelos procuradores "um risco para a coleta de provas nesta investigação e para a própria ordem pública, diante da possibilidade de continuarem praticando os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa". Por isso também foi pedido o afastamento de suas funções na Assembleia do Rio.

Dentre os demais investigados, quatro deles não tiveram o pedido de prisão renovado e, para outros, o Ministério Público Federal pediu apenas o afastamento de suas funções.

Pedidos do MPF

Conversão em prisão preventiva

• Deputados André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius 'Neskau' (PTB);

• Outros: secretário de Governo Affonso Henrique Monnerat, vereador Daniel Martins (Daniel Marcos Barbiratto de Almeida), diretora de Registros do Detran, Carla Adriana Pereira, e assessores Andreia Cardoso do Nascimento, Fabio Cardoso do Nascimento, José Antonio Wermelinger Machado, Leonardo Mendonça Andrade e Magno Cezar Motta

Manutenção da prisão preventiva

• Edson Albertassi (MDB), Jorge Picciani (MDB) e Paulo Melo (MDB)

Suspensão do exercício da função pública

• Alcione Chaffin Andrade Fabri e Jorge Luis de Oliveira Fernandes

Proibição do exercício da função pública

• Leonardo Silva Jacob (presidente recém-exonerado do Detran), Shirlei Aparecida Martins da Silva (recém-exonerada subsecretária na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social)

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Estadão

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