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Procurador: Bolsonaro é suspeito de improbidade na Câmara

Representação diz respeita à filha de Fabrício Queiroz, lotada em Brasília enquanto atuava como personal trainer no Rio

27 fev 2019
17h46
atualizado às 17h56
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O procurador Carlos Henrique Martins de Lima, do Distrito Federal, enviou uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro à Procuradoria-Geral da República, em que aponta suspeitas de improbidade administrativa e peculato.

A representação aponta possíveis irregularidades na atuação da ex-assessora Nathália Melo de Queiroz, que estava no gabinete de Bolsonaro na Câmara dos Deputados enquanto, segundo o documento, como personal trainer no Rio de Janeiro, em horário comercial.

Presidente Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional
20/02/2019 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional 20/02/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A suspeita é de que a funcionária não tenha exercido a função para qual foi nomeada. Nathália é filha do motorista Fabrício Queiroz, que foi assessor do senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando o filho do presidente era deputado estadual.

O motorista, por sua vez, é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por movimentações financeiras atípicas, identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O gabinete de Bolsonaro atestou a frequência de Nathália em Brasília.

Após o envio da representação, cabe agora à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, avaliar se abre ou não uma investigação envolvendo o presidente com base na representação de Lima.

O procurador ressalta, no documento, que a Constituição impede que o presidente da República seja responsabilizado por fatos anteriores à posse, mas argumenta que é possível abrir investigação sobre o caso.

"Nada impede que o Presidente da República seja investigado e responsabilizado na esfera cível e, na esfera penal, veja a investigação por tais atos ter regular andamento, entendimento partilhado pela atual Procuradora-Geral da República", escreve o procurador na representação.

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Estadão
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