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Política

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Presidente do Podemos diz que governo em SP não é prioridade

Renata Abreu, presidente nacional, acredita que ter candidato no Estado "não vai fazer diferença nenhuma no processo eleitoral" para Moro

11 mar 2022 - 19h17
(atualizado às 19h29)
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Renata Abreu, presidente nacional do Podemos
Renata Abreu, presidente nacional do Podemos
Foto: Reprodução | Redes Sociais

A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, afirmou nesta sexta-feira, 11, que o partido não trata como prioridade ter candidatura própria ao governo de São Paulo para dar palanque à campanha do ex-juiz federal Sergio Moro no maior colégio eleitoral do País.

Renata avalia que "um governador não influencia o voto para presidente" e acredita que ter candidato no Estado "não vai fazer diferença nenhuma no processo eleitoral" para Moro.

"Se você é Lula e seu filho é Bolsonaro, você não muda o voto dele. Você não consegue mudar o voto do seu filho, vai influenciar o voto do eleitorado? Presidente elege governador, mas governador não elege presidente. O que faz muita diferença é a força política do partido", disse a dirigente do Podemos em entrevista durante o evento "Sob o Olhar Delas, uma Conferência de Política e Economia", organizado pela XP Inc.

O deputado estadual Arthur do Val era o nome do Podemos para disputar o governo de São Paulo. Ele declinou da candidatura, no entanto, após o vazamento de áudios sexistas em que diz que mulheres ucranianas são mais "fáceis porque elas são pobres". Apesar de não colocar a disputa paulista como prioridade, Renata não descartou candidatura e disse que tem avaliado o convite de Moro para que ela se lance na corrida.

"Teremos que ter um candidato, a governador ou a senador, que defenda a candidatura do Sergio, as chapas proporcionais, as prefeituras, nossas pautas. Minha prioridade é ser deputada federal, mas não tenho medo. Essa não é uma decisão minha. Existe um time em São Paulo, isso precisa ser discutido em grupo."

Outra possibilidade cogitada pela presidente do Podemos é que o palanque de Moro em São Paulo venha de um candidato de outra sigla aliada. "Temos uma conversa com o Novo, que tem candidato ao governo aqui. Temos conversa com o PSDB, que tem candidato ao governo aqui. Então é muito imprevisível o que essa questão de aliança pode trazer", previu.

Estadão
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