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Política

PF vê indícios de que Eduardo Bolsonaro usou conta bancária da esposa para esconder dinheiro e evitar bloqueios

Ele e o pai foram indiciados por tentativa de obstrução de Justiça no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado

20 ago 2025 - 22h51
(atualizado às 22h55)
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Resumo
Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro foram indiciados pela PF por obstrução de Justiça e tentativa de abolição do Estado Democrático, com indícios de uso de contas de esposas para ocultar recursos financeiros e evitar bloqueios judiciais.
PF vê indícios de que Eduardo Bolsonaro conta bancária da esposa para esconder dinheiro e evitar bloqueios
PF vê indícios de que Eduardo Bolsonaro conta bancária da esposa para esconder dinheiro e evitar bloqueios
Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal (PF) afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou a conta bancária da esposa para esconder dinheiro recebido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL),  e evitar possíveis bloqueios. A informação consta no relatório final que levou ao indiciamento do parlamentar e do ex-presidente por tentativa de obstrução de Justiça no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.

De acordo com o documento, a PF identificou que Bolsonaro transferiu em maio deste ano mais de R$ 2 milhões ao filho, que está morando nos Estados Unidos. Em depoimento em julho, o ex-presidente afirmou que transferiu o valor para Eduardo “não passar necessidade”. No entanto, as investigações apontam que ele “omitiu” a informação de que teria repassado outros valores. 

Entre janeiro a julho, o ex-presidente fez cerca de seis transferências, totalizando R$ 105,9 mil, com a finalidade de aquisição de moeda estrangeira. O valor corresponde ao volume apreendido na residência de Bolsonaro durante o cumprimento de busca e apreensão feito em 18 de julho deste ano, além de comprovantes de operações de câmbio. 

“O conjunto de elementos probatórios arrecadados indica, portanto, que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025 e com maior ênfase, nos meses de maio, junho e julho de 2025 – quando se acentuaram as ações de Eduardo Bolsonaro no exterior – com a finalidade de se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata, bem como evitar possíveis medidas judiciais que limitasse e/ou impedissem de consumar o intento criminoso de apoiar financeiramente as ações do parlamentar licenciado no exterior”, destaca a PF. 

Entre janeiro a julho, o ex-presidente fez cerca de seis transferências, totalizando R$ 105,9 mil, com a finalidade de aquisição de moeda estrangeira.
Entre janeiro a julho, o ex-presidente fez cerca de seis transferências, totalizando R$ 105,9 mil, com a finalidade de aquisição de moeda estrangeira.
Foto: Reprodução/PF

A PF afirma ainda que, após receber os valores do pai, Eduardo fez duas transferências diretas para a conta bancária da esposa, Heloísa Wolf Bolsonaro. No dia 19 de maio, R$ 50 mil e em 6 de junho, R$ 150 mil. 

“Eduardo Bolsonaro utilizou a conta bancária de sua esposa como forma de escamotear os valores encaminhados por seu genitor, utilizando como conta de passagem, com a finalidade de evitar possíveis bloqueios em sua própria conta”, diz o relatório. 

De acordo com a instituição, esta é a mesma forma de atuação que o ex-presidente realizou com Michele Bolsonaro. Nas movimentações financeiras, foi identificado um repasse também de R$ 2 milhões de Jair para a conta da esposa nas vésperas do depoimento prestado à PF, em junho, sem “qualquer justificativa”. 

Bolsonaro e Eduardo são indiciados 

Bolsonaro e Eduardo são indiciados pela PF por coação em ação penal do golpe:

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o filho Eduardo Bolsonaro (PL) foram indiciados nesta quarta-feira, 20, pela Polícia Federal pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.

“Com base nos elementos probatórios apresentados neste relatório, conclui-se que Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro, com a participação de Paulo Figueiredo e Silas Lima Malafaia, encontram-se associados ao mesmo contexto, praticando condutas com objetivo de interferir no curso da Ação Penal n. 2668 - STF, processo no qual o segundo nominado consta formalmente como réu”, diz trecho do inquérito.

Com a conclusão da investigação por parte da PF, o relatório final foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Redação Terra
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