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Política

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PF abriu apuração sobre suposta interferência externa nas eleições do Brasil, diz diretor-geral

4 out 2026 - 13h23
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Resumo
A Polícia Federal iniciou uma investigação prévia, a pedido da AGU, para apurar um suposto financiamento do governo Donald Trump para promover pautas de extrema-direita e interferir nas eleições brasileiras, com base em denúncias de repasse de US$ 1 milhão reveladas pelo The Guardian. Em paralelo, o diretor-geral da PF afirmou que buscas foram realizadas após alerta da embaixada dos EUA, mas as apurações descartaram qualquer risco concreto de ataques contra representações diplomáticas no país.

O diretor-geral da Polícia ‌Federal, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo que a corporação já abriu investigação para apurar suposto esquema de financiamento de uma agenda de extrema-direita no Brasil pelo governo norte-americano de Donald Trump que teria entre os ⁠objetivos interferir nas eleições brasileiras.

A investigação foi solicitada pela ‌Advocacia-Geral da União (AGU) na quinta-feira. Segundo Rodrigues, a área técnica da PF designou a Diretoria de ‌Inteligência da corporação para tocar a ‌apuração.

"Já é uma investigação em andamento, um procedimento ⁠prévio, mas ainda não foi publicada a portaria do inquérito policial", disse ele, ao ressaltar que é comum se abrir uma investigação preliminar antes do inquérito propriamente dito.

O pedido da AGU teve como base reportagem ‌publicada no jornal inglês The Guardian, segundo a qual ‌o Departamento de ⁠Estado norte-americano ⁠teria destinado US$1 milhão de um fundo ligado aos direitos humanos ⁠e à democracia ‌para um programa chamado "Combate ‌ao Lawfare e à Censura no Brasil".

EMBAIXADA

Rodrigues disse também que investigações da PF até o momento não identificaram quaisquer riscos de ataques a embaixadas ⁠dos EUA e outras representações diplomáticas.

Na sexta-feira, a PF informou que cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para apurar suposto ‌planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos EUA no Brasil.

"Recebemos uma comunicação da ⁠embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", disse Rodrigues neste domingo.

"Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada", disse ele, em linha com comunicado da PF de sexta.

Representações diplomáticas dos EUA e da Austrália reduziram suas atividades na sexta.

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