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Política

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Para 30%, Flávio é o responsável pela crise comercial EUA/Brasil, diz Indexa; 28% culpam Lula

21 jul 2026 - 11h16
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como o principal responsável pela crise comercial entre os Estados Unidos e o Brasil, segundo pesquisa Indexa divulgada com exclusividade pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, nesta terça-feira, 21.

Considerando a margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos porcentuais, o total dos que culpam Flávio pelo imbróglio está tecnicamente empatado com os que culpam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de, numericamente, Flávio despontar como o mais culpado.

Para 30%, o senador é o principal responsável pela crise, que tem como principal episódio recente o novo tarifaço anunciado pelos norte-americanos na semana passada. Para 28%, Lula é o maior responsável. Outros 17% apontam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o maior responsável. Para 12%, Flávio, Lula e Trump são igualmente responsáveis pelo caso.

Os números mostram como a campanha de Flávio terá dificuldade para afastar dele essa imagem negativa, provocada, principalmente, pela atuação de seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos desde o ano passado, além das manifestações públicas da família Bolsonaro agradecendo pelo primeiro tarifaço, em julho de 2025.

Para 36% dos entrevistados, por exemplo, Lula tem agido de forma correta na negociação com os Estados Unidos. O presidente conversou com Trump ao longo dos últimos meses. Delegou aos seus ministros e à equipe técnica do governo a negociação com os norte-americanos, mas não teve sucesso. Outros 31% acreditam que o petista tem agido de forma incorreta e não tem defendido os interesse do Brasil ao longo das tratativas.

A participação de Flávio Bolsonaro na audiência pública sobre a investigação que culminou no novo tarifaço contra o Brasil também não surtiu o efeito desejado pela campanha do senador. Para 32% dos entrevistados pela Indexa, o objetivo da participação de Flávio na audiência foi para enfraquecer politicamente o governo Lula, enquanto apenas 13% disseram que ele tentou defender os interesses do Brasil. Outros 15% afirmaram que ele tentava fortalecer sua candidatura.

Ao fim e ao cabo, 25% acreditam que Lula é o maior beneficiado pela participação de Flávio Bolsonaro na audiência pública sobre o tarifaço. Apenas 18% dizem que o senador foi o maior beneficiado no caso, enquanto 33% afirmaram que nenhum dos dois saiu como ganhador. No fim das contas, os norte-americanos aplicaram a taxação contra os produtos brasileiros.

Michelle

Flávio ainda enfrenta outro grande problema na sua pré-campanha: as rusgas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua madrasta. Para 22% dos entrevistados, o vídeo em que Michelle diz ter se sentido "humilhada" e "apunhalada" por Flávio, divulgado em 24 de junho, afeta negativamente a campanha do senador. Para 12%, não afeta. Apenas 2% disseram que ele pode ajudar. Outros 64% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa Indexa mediu especificamente a percepção da sociedade quanto à violência contra a mulher. Para 67%, ela aumentou nos últimos 12 meses, enquanto outros 2% dizem que ela diminuiu. Para 72% dos entrevistados, falas públicas desrespeitando as mulheres contribuem muito ou um pouco para o aumento da violência contra as mulheres.

A margem de erro estimada é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada de 16 a 19 de julho, com 2.000 entrevistas por telefone. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02904/2026.

Estadão
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