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Lava Jato investigará esquema de corrupção no pré-sal

Foco está em obras de plataformas, construção e locação de navios e sondas de perfuração e exploração de petróleo

24 mai 2015
11h22
atualizado às 11h34
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A Operação Lava Jato deflagrou nesta semana o início das investigações para comprovar um possível esquema de cartel e corrupção nas obras de refinarias e petroquímicas da Petrobras no mercado do pré-sal. O investimento público e privado nesses projetos é bilionário. As informações são do Estadão.

Contratos do pré-sal investigados abrangem cinco estaleiros para construção de 29 sondas de exploração de petróleo, com custo de mais de US$ 25 bilhões (R$ 77 bilhões)
Contratos do pré-sal investigados abrangem cinco estaleiros para construção de 29 sondas de exploração de petróleo, com custo de mais de US$ 25 bilhões (R$ 77 bilhões)
Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Os investimentos do pré-sal envolvem obras em plataformas, construção e locação de navios e sondas de perfuração e exploração de petróleo. A Polícia Federal, então, está focando as investigações nos contratos da empresa Sete Brasil, criada pela Petrobras em parceria com fundos de pensão (públicos e privados) e três bancos. Ao todo, são cinco estaleiros para construção de 29 sondas de exploração de petróleo, o que teve custo de mais de US$ 25 bilhões (R$ 77 bilhões).

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Segundo a publicação, as empresas que compõem os cinco estaleiros são quase as mesmas envolvidas ou suspeitas de envolvimento na corrupção e pagamento de propinas nos contratos de refinaria, tais como Camargo Corrêa (estaleiro Atlântico Sul), Kepell Fels (estaleiro Brasfels), SemCorp (estaleiro Jurong Aracruz), Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki (estaleiro Enseada do Paraguaçu) e, por fim, Engevix (estaleiro Rio Grande). No caso do estaleiro Rio Grande, atuava para a Engevix o empresário Milton Pascowitch, preso na semana passada por suspeita de operar propinas para o PT.

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A Polícia Federal acredita que tenha existido um modelo bem parecido ao que foi realizado nos casos investigados: empresas se acertaram em cartel desde 2011, dando propina de 0,9% a 1% do valor dos contratos por meio de operadores que detêm consultorias de fachada. Depois, o dinheiro iria para as mãos de políticos que, neste caso, estariam ligados às Diretorias de Internacional, Serviços e de Exploração e Produção, deixando novamente as suspeitas sobre PT e PMDB de 'apadrinhamento'. 

Com essa nova fase, os nomes dos três diretores da estatal, que não haviam aparecido até agora nas acusações formais, Jorge Zelada (ex-diretor de Internacional), Roberto Gonçalves (ex-Serviços e Internacional) e Guilherme Estrella (ex-Exploração e Produção), poderão ser citados.

Fonte: Terra

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