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Política

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OAB defende mandato para ministros do STF

Comissão do Conselho Federal da entidade irá reunir propostas e elaborar texto final da reforma do Judiciário para apresentar ao Congresso Nacional

8 out 2026 - 17h54
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Resumo
A OAB aprovou propostas para aperfeiçoar o Judiciário, com destaque para a criação de mandatos fixos e sem recondução para ministros do STF, bandeira defendida há 15 anos pela entidade. O pacote inclui a limitação de decisões monocráticas e regras contra conflitos de interesse, visando fortalecer a legitimidade da Corte. Um texto final com as reformas será elaborado por uma comissão e enviado ao Congresso Nacional, em meio à recente crise institucional enfrentada pelo tribunal.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) propôs uma série de medidas para o aperfeiçoamento do Poder Judiciário. Entre elas, a ordem defende o estabelecimento de mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com prazo definido e sem possibilidade de recondução.

Outras propostas são a limitação de decisões monocráticas e a adoção de regras para prevenir conflitos de interesse. As medidas buscam "ampliar a previsibilidade e fortalecer a institucionalidade e a legitimidade democrática da Corte", afirma a Ordem em nota. As proposições foram aprovadas pelo Conselho Pleno da entidade.

Beto Simonetti, em segundo mandato na presidência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Beto Simonetti, em segundo mandato na presidência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Foto: OAB/Divulgação / Estadão

A Ordem afirmou que as propostas não atendem a circunstâncias específicas, mas representam demandas de longa data da entidade, como é o caso do mandato para ministros. Além disso, alega que medidas para fortalecer a confiança no sistema de Justiça estão sempre em discussão.

"A adoção de mandatos para ministros do STF é uma bandeira histórica da OAB, defendida publicamente pela entidade há pelo menos 15 anos. Na primeira sessão plenária deste ano, o Conselho Pleno do Conselho Federal reiterou, por aclamação, o apoio à proposta", declara a nota.

A Ordem declara ainda que, este ano, o Conselho Federal instituiu uma comissão para reunir propostas, elaborar o texto final da reforma do Judiciário e apresentar, posteriormente, ao Congresso Nacional.

Em setembro, o STF entrou em uma crise institucional após a revelação de suposta relação entre ministros da Corte e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Estadão
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