Nunes Marques diz esperar judicialização das eleições, mas afirma que pleito transcorre normalmente
O presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou que o pleito ocorre com transparência e normalidade, sem indícios de interferência externa, apesar de a PF investigar suspeitas sobre o governo Trump a pedido da AGU. Ele considera natural a judicialização das eleições e destacou que não houve votação manual, sendo substituídas apenas 0,2% das urnas. Foram registradas 59 detenções por suspeita de crime eleitoral e apreendidos mais de R$ 380 mil em espécie durante a votação pelo país.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo ser esperado que candidatos acionem a Justiça com questionamentos relacionados às eleições, mas ponderou que a votação está transcorrendo com normalidade e transparência, também sem indícios de interferência internacional.
Em entrevista coletiva por volta das 14h com dados preliminares sobre a eleição, Nunes Marques afirmou que as urnas estão funcionando normalmente e não houve necessidade de uso de votação manual em nenhum ponto do país.
"Há uma tradição na justiça brasileira de judicialização, então seria de se esperar que os candidatos, não só à Presidência da República, mas deputados estaduais e federais e governadores batam às portas da Justiça com os seus questionamentos", disse, citando como exemplos ações sobre abuso de poder político e econômico de candidatos.
"Estamos bastante confiantes de que até agora não temos ainda do que se queixar", disse Nunes Marques. "Tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior transparência possível."
De acordo com o presidente do TSE, 1.121 urnas com algum tipo de falha foram substituídas, 0,2% do total.
Em relação a irregularidades, Nunes Marques afirmou que 59 pessoas foram conduzidas pela polícia por suspeita de crime eleitoral e mais de R$380 mil em espécie foram apreendidos.
Ele enfatizou que o TSE não identificou nenhum indicativo de interferência estrangeira nas eleições.
"Equipes que monitoram riscos internacionais não apontam qualquer tipo de risco", afirmou.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou mais cedo neste domingo que a corporação abriu investigação para apurar suposto esquema de financiamento de uma agenda de extrema-direita no Brasil pelo governo norte-americano de Donald Trump que teria entre os objetivos interferir nas eleições brasileiras. A investigação foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU).
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