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Política

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Nunes Marques diz esperar judicialização das eleições, mas afirma que pleito transcorre normalmente

4 out 2026 - 14h53
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Resumo
O presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou que o pleito ocorre com transparência e normalidade, sem indícios de interferência externa, apesar de a PF investigar suspeitas sobre o governo Trump a pedido da AGU. Ele considera natural a judicialização das eleições e destacou que não houve votação manual, sendo substituídas apenas 0,2% das urnas. Foram registradas 59 detenções por suspeita de crime eleitoral e apreendidos mais de R$ 380 mil em espécie durante a votação pelo país.

O presidente do Tribunal ‌Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo ser esperado que candidatos acionem a Justiça com questionamentos relacionados às eleições, mas ponderou que a votação está transcorrendo com normalidade e transparência, também ⁠sem indícios de interferência internacional.

Em entrevista coletiva por ‌volta das 14h com dados preliminares sobre a eleição, Nunes Marques afirmou que as urnas ‌estão funcionando normalmente e não ‌houve necessidade de uso de votação manual ⁠em nenhum ponto do país.

"Há uma tradição na justiça brasileira de judicialização, então seria de se esperar que os candidatos, não só à Presidência da República, mas deputados estaduais e federais e ‌governadores batam às portas da Justiça com os seus ‌questionamentos", disse, citando ⁠como exemplos ⁠ações sobre abuso de poder político e econômico de candidatos.

"Estamos ⁠bastante confiantes de ‌que até agora ‌não temos ainda do que se queixar", disse Nunes Marques. "Tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior transparência possível."

De acordo com ⁠o presidente do TSE, 1.121 urnas com algum tipo de falha foram substituídas, 0,2% do total.

Em relação a irregularidades, Nunes Marques afirmou que 59 pessoas foram conduzidas ‌pela polícia por suspeita de crime eleitoral e mais de R$380 mil em espécie foram apreendidos.

Ele ⁠enfatizou que o TSE não identificou nenhum indicativo de interferência estrangeira nas eleições.

"Equipes que monitoram riscos internacionais não apontam qualquer tipo de risco", afirmou.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou mais cedo neste domingo que a corporação abriu investigação para apurar suposto esquema de financiamento de uma agenda de extrema-direita no Brasil pelo governo norte-americano de Donald Trump que teria entre os objetivos interferir nas eleições brasileiras. A investigação foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

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