'Não temos indicativo concreto de interferência nas eleições', diz Nunes Marques
Presidente do TSE diz que Justiça Eleitoral e Polícia Federal rechaçaram essa hipótese e não formularam relatórios sobre o tema
O presidente do TSE, Nunes Marques, descartou qualquer interferência externa ou do crime organizado nas eleições, reforçando a segurança das urnas eletrônicas. Embora a PF investigue a hipótese após ação da AGU, relatórios oficiais não apontam riscos. No balanço inicial, 59 pessoas foram detidas com R$ 380 mil por crimes eleitorais. Problemas técnicos pontuais, concentrados no Paraná, deveram-se ao mau tempo e quedas de energia, mas o pleito seguiu com normalidade e sem incidentes graves.
BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, descartou interferência estrangeira nas votações deste domingo, 4. Ele afirmou que a a própria Corte e a Polícia Federal (PF) rechaçaram a hipótese e não formularam relatórios sobre o tema.
"Os nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco, seja ele internacional ou do crime organizado. Não recebemos nenhum indicativo disso. E até o presente momento, é fato. Não aconteceu nada."
A declaração foi dada neste domingo, 4, em entrevista coletiva na sede da Corte. A suspeita sobre riscos dessa natureza cresceu após embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália anunciarem que permaneceriam fechadas.
Mais cedo, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação havia iniciado um procedimento de investigação para apurar a possibilidade de interferência externa no pleito brasileiro. Segundo ele, a apuração foi iniciada após representação da Advocacia-Geral da União.
Ele também fez um balanço das primeiras horas de votação. Ele afirmou que 59 pessoas foram conduzidas pelas forças policiais por suspeita de ilícitos eleitorais. Com elas, foram apreendidos R$ 380 mil em espécie.
O ministro afirmou que o Paraná foi o Estado com maior intercorrências por fatores climáticos que, em algumas sessões, causaram queda de energia elétrica. "Todas as urnas estão funcionando. Nós temos geradores e baterias suficientes para concluir o processo de votação e transmissão."
Ele também ressaltou a confiabilidade das urnas eletrônicas e descartou queixas sobre a confiabilidade do voto por meio das urnas eletrônicas. Ele ressaltou que o sistema é confiável e que os problemas registrados em sessões ao redor do País tiveram como principal causa o mau tempo.
"Ainda que seja um direito de se questionar as eleições. Mas o nosso sistema eleitoral, estamos bastante confiança de que não temos ainda do que se queixar. Tudo tem funcionado na maior normalidade", disse.
Pela manhã, o magistrado votou em Brasília, e em seguida, fez visitas às dependências do tribunal. Depois, dirigiu-se ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça, reúne autoridades policiais e de investigação com foco no monitoramento e repressão de ilícitos eleitorais, como compra de votos e difusão de informações falsas.
O ministro afirmou não ter havido ocorrências graves. Participam do grupo forças de segurança das 27 unidades da Federação.
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