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Política

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'Não temos indicativo concreto de interferência nas eleições', diz Nunes Marques

Presidente do TSE diz que Justiça Eleitoral e Polícia Federal rechaçaram essa hipótese e não formularam relatórios sobre o tema

4 out 2026 - 14h38
(atualizado às 15h22)
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Resumo
O presidente do TSE, Nunes Marques, descartou qualquer interferência externa ou do crime organizado nas eleições, reforçando a segurança das urnas eletrônicas. Embora a PF investigue a hipótese após ação da AGU, relatórios oficiais não apontam riscos. No balanço inicial, 59 pessoas foram detidas com R$ 380 mil por crimes eleitorais. Problemas técnicos pontuais, concentrados no Paraná, deveram-se ao mau tempo e quedas de energia, mas o pleito seguiu com normalidade e sem incidentes graves.

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, descartou interferência estrangeira nas votações deste domingo, 4. Ele afirmou que a a própria Corte e a Polícia Federal (PF) rechaçaram a hipótese e não formularam relatórios sobre o tema.

"Os nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco, seja ele internacional ou do crime organizado. Não recebemos nenhum indicativo disso. E até o presente momento, é fato. Não aconteceu nada."

A declaração foi dada neste domingo, 4, em entrevista coletiva na sede da Corte. A suspeita sobre riscos dessa natureza cresceu após embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália anunciarem que permaneceriam fechadas.

Mais cedo, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação havia iniciado um procedimento de investigação para apurar a possibilidade de interferência externa no pleito brasileiro. Segundo ele, a apuração foi iniciada após representação da Advocacia-Geral da União.

Nunes Marques diz que eleições ocorrem normalmente neste domingo
Nunes Marques diz que eleições ocorrem normalmente neste domingo
Foto: Antonio Augusto/TSE / Estadão

Ele também fez um balanço das primeiras horas de votação. Ele afirmou que 59 pessoas foram conduzidas pelas forças policiais por suspeita de ilícitos eleitorais. Com elas, foram apreendidos R$ 380 mil em espécie.

O ministro afirmou que o Paraná foi o Estado com maior intercorrências por fatores climáticos que, em algumas sessões, causaram queda de energia elétrica. "Todas as urnas estão funcionando. Nós temos geradores e baterias suficientes para concluir o processo de votação e transmissão."

Ele também ressaltou a confiabilidade das urnas eletrônicas e descartou queixas sobre a confiabilidade do voto por meio das urnas eletrônicas. Ele ressaltou que o sistema é confiável e que os problemas registrados em sessões ao redor do País tiveram como principal causa o mau tempo.

"Ainda que seja um direito de se questionar as eleições. Mas o nosso sistema eleitoral, estamos bastante confiança de que não temos ainda do que se queixar. Tudo tem funcionado na maior normalidade", disse.

Pela manhã, o magistrado votou em Brasília, e em seguida, fez visitas às dependências do tribunal. Depois, dirigiu-se ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça, reúne autoridades policiais e de investigação com foco no monitoramento e repressão de ilícitos eleitorais, como compra de votos e difusão de informações falsas.

O ministro afirmou não ter havido ocorrências graves. Participam do grupo forças de segurança das 27 unidades da Federação.

Estadão
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