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Política

Novo aponta 'inércia' da AGU e do Ministério da Justiça em investigação contra 'Careca do INSS'

Partido fez representação contra as pastas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU)

6 abr 2026 - 15h12
(atualizado às 16h06)
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BRASÍLIA - A bancada do Partido Novo na Câmara protocolou, nesta segunda-feira, 6,, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) em que aponta "inércia" da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça no bloqueio de bens de Antonio Camilo Antunes, o "Careca do INSS" no exterior.

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido o "Careca do INSS", é investigado por fraudes em aposentadorias
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido o "Careca do INSS", é investigado por fraudes em aposentadorias
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão

Procuradas, as pastas do governo ainda não se manifestaram.

Na presentação, o Novo pede que a corte de contas determine, por meio de medida cautelar, que a AGU e o Ministério da Justiça iniciem imediatamente o rastreamento e bloqueio dos ativos.

"Apesar da existência de elementos robustos(...), tanto o Ministério da Justiça quanto a Advocacia-Geral da União permaneceram inertes quanto à adoção de medidas efetivas para o bloqueio e a recuperação dos ativos no exterior," diz o texto do partido de oposição.

O empresário é apontado como o principal operador de esquema de descontos ilegais a aposentados e pensionistas que teria desfalcado R$ 3,3 bilhões diretamente dos contra cheques de beneficiários. As investigações correm no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

Parte dos valores auferidos pela organização criminosa estaria sob custódia da offshore Camilo & Antunes Limited (Rpdl Ltd.), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, que adquiriu R$ 11 milhões em imóveis no Brasil.

Essa empresa seria uma das diversas firmas de fachada utilizadas por artífices do esquema para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Segundo o partido, os órgãos do Executivo não procederam as ações necessárias para o bloqueio e recuperação dos bens, apesar de terem sido provocadas pela CPI do INSS.

A operação dependeria de um acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e as autoridades do país estrangeiro. A AGU alega que, sem esse acordo, não é possível atuar.

"O governo Lula foi omisso. Se recusou a recuperar o dinheiro roubado dos aposentados no exterior. O Ministério da Justiça alegou falta de número de conta mesmo com provas de que a empresa existia e tinha mais de R$ 11,5 milhões em imóveis. A AGU disse que não valia a pena contratar advogado", disse a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), uma das parlamentares que assinam a representação.

Estadão
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