No RJ, Ruas e Paes concentram 92% das despesas declaradas na disputa pelo governo
Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) concentram 92% das despesas declaradas na disputa pelo governo do RJ, somando R$ 19,9 milhões de um total de R$ 21,6 milhões. Ruas lidera os gastos com R$ 12,4 milhões, seguido por Paes, com R$ 7,5 milhões. O cenário financeiro, contudo, diverge das pesquisas de intenção de voto: segundo o Datafolha, Paes lidera a disputa com 43%, enquanto Ruas tem 25%. Os demais candidatos registram despesas muito inferiores na Justiça Eleitoral, com Garotinho em terceiro lugar.
Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) concentram cerca de 92% das despesas declaradas até aqui pelos candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Juntas, as duas campanhas registram aproximadamente R$ 19,9 milhões dos cerca de R$ 21,6 milhões informados pelas nove candidaturas analisadas em levantamento do Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, com dados do DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.
Ruas aparece com o maior volume de despesas, cerca de R$ 12,4 milhões. A maior rubrica é pessoal, com R$ 5,81 milhões, seguida por serviços prestados por terceiros, com R$ 3,65 milhões. A campanha também registra R$ 691 mil em impulsionamento de conteúdo, R$ 551,7 mil em publicidade por adesivos e R$ 517,6 mil em materiais impressos.
Paes vem em seguida, com aproximadamente R$ 7,5 milhões. Mais de R$ 5,1 milhões foram destinados a serviços prestados por terceiros, enquanto despesas com pessoal somam R$ 1,89 milhão. A campanha ainda declarou R$ 200 mil em serviços advocatícios e R$ 160 mil em impulsionamento de conteúdo.
A ordem dos gastos não se repete nas pesquisas de intenção de voto. Datafolha divulgado na sexta-feira, 11, mostra Paes na liderança, com 43%, enquanto Ruas aparece com 25%. Na comparação com o levantamento de 21 de agosto, Ruas avançou de 19% para 25%, e Paes passou de 41% para 43%, oscilação dentro da margem de erro. Com isso, a vantagem entre os dois passou de 22 para 18 pontos porcentuais. A pesquisa, contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de três pontos porcentuais.
Garotinho (Republicanos), terceiro colocado no Datafolha, com 10%, declarou aproximadamente R$ 433 mil em despesas. Sua principal rubrica é a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 200 mil, seguida pelo impulsionamento de conteúdos, com R$ 160 mil. Serviços advocatícios somam outros R$ 50 mil.
William Siri (PSOL), que marca 2% no Datafolha, registra cerca de R$ 707,5 mil em despesas, valor superior ao declarado por Garotinho. A campanha destinou R$ 142,5 mil a atividades de militância e mobilização de rua, R$ 116,25 mil a serviços prestados por terceiros e R$ 103,9 mil à locação ou cessão de imóveis.
André Marinho (Novo) registra cerca de R$ 383,5 mil. Serviços prestados por terceiros representam R$ 193,8 mil, enquanto R$ 139,7 mil foram destinados a pessoal e R$ 22 mil a impulsionamento de conteúdos. No Datafolha, Marinho também aparece com 2%.
Cyro Garcia (PSTU) soma aproximadamente R$ 135,6 mil em despesas, dos quais R$ 70 mil foram destinados a serviços de terceiros e R$ 35 mil a serviços advocatícios. Coronel Busnello (Missão) registra cerca de R$ 63,2 mil, com R$ 34,8 mil em despesas com pessoal.
Juliete (UP) declarou aproximadamente R$ 1,9 mil, quase todo o montante destinado à publicidade por carro de som. Luan Monteiro (PCO) não tinha despesas lançadas no sistema até o momento do levantamento.
O levantamento considera as despesas disponibilizadas pelas campanhas à Justiça Eleitoral no DivulgaCandContas. Como as prestações são atualizadas ao longo da campanha, os valores refletem o que estava disponível no sistema no momento da consulta.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.